Asi se lleva Mexico en la piel


Quem nunca comeu tacos, ou tomou tequilas, ou assistiu a um episódio do Chaves, ou não se emocionou com as novelas de Maria del bairro e/ou Usurpadora que atire a primeira pedra, ou melhor, que chame os primeiros mariachi. Pois bem, quer queira ou não todos nos já tivemos a oportunidade de experimentar um pouquinho do México, mas sinceramente eu sempre achei que havia muito mais para conhecer naquele país e foi por isso que decidi passar alguns dias por lá e descobrir a fundo os seus segredos e encantos!

Para facilitar a vida, levei sempre comigo uma agenda onde anotei com cuidado os principais fatos históricos e sensoriais no decorrer da viagem e eis que nos próximos parágrafos que se seguem gostaria de compartilhar esta experiência enriquecedora com todos vocês meus estimados leitores.

1o Dia – Cidade do México

Depois de um voo de São Paulo com a Lanchile, eis que as 07:30hs da manhã o sol com todo seu esplendor veio dar as boas-vindas já lá no alto onde pude avistar a cidade do México com todo seu colorido e sua alegria.  A chegada não podia ter sido mais tranquila, pois em poucos minutos passei pela imigração com o visto eletrônico que foi solicitado aqui no Brasil antes da viagem e, depois de pegar as malas já estava no táxi ($300 pesos) que me levaria para o hostel. O taxista estava um pouco mal humorado porque o trânsito estava segundo ele “una chinga”, mas depois de alguns minutos ele se acalmou e já estávamos chegando em frente ao Hostel Dos Fridas & Diego, aquele que seria a minha casa pelos próximos 5 dias. O hostel é super bonito, confortável e fica muito bem localizado próximo a Av. Reforma, bem atrás do Sheraton. Na mesma rua há várias lojas de conveniência, supermercados, farmácias e a embaixada dos EUA. O hostel parece mesmo a casa da artista Frida Kahlo, com uma decoração em estilo mexicano e a simpatia dos funcionários que me fizeram sentir realmente na minha própria casa.

A minha ansiedade em conhecer a cidade era tanta que mal deixei as malas no hostel e já estava embarcando em um daqueles ônibus turísticos para fazer o passeio pela cidade ($ 140 pesos). O passeio conta com 2 linhas diferentes que funcionam das 09:00 as 21:00hs e contemplam os principais pontos turísticos da cidade, entre eles:

Monumento em homenagem a Cristovão Colombo, construído em 1887.

Loteria Federal mais antiga da América

Torre Caballero – escultura moderna de cor amarela em forma de um cavalo

Memorial Benito Juarez: um monumento em mármore Carrara com 7 metros de altura , 70 toneladas e com a estátua de uma vitória alada no topo.

Torre Latino-americana: com seus 182 metros possui uma das vistas mais lindas da cidade e por muitos anos foi considerada a mais alta do México. Hoje abriga restaurantes que oferecem jantares especiais com vista para a cidade.

Palácio de Belas Artes: sua construção teve início em 1900 e somente 34 anos mais tarde ficou pronto com sua fachada em mármore e suas 84.000 toneladas. Atualmente abriga o museu nacional de arquitetura e devido ao seu peso esta afundando no solo frágil da cidade.

Zocalo ou praça do centro histórico que em 1953 tornou-se uma esplanada com a bandeira do país ao centro.

Palácio do imperador Montezuma: atual sede da República do México e no topo de sua construção o detalhe da cúpula de uma igreja que foi propositalmente ali colocada pelos espanhóis.

Catedral metropolitana: com seu estilo barroco e suas 14 capelas, cada uma em honra a um santo.

Monumento a Revolução: construção com 4 colunas que representam a independência, sendo que em cada uma delas há relíquias mortuárias dos revolucionários e na base 4 estátuas femininas que representam a justiça, a lei, a guerra e a paz.

Bairro de Polanco: no passado esta zona foi utilizada para a produção do bicho da seda, no entanto a atividade não deu certo e o bairro acabou tornando-se uma área residencial em estilo californiano com lojas de grife como a Louis Vitton, Chanel, etc, além de grandes e charmosos shoppings centers como o Antaro Polanco onde encontram-se as melhores baladas da cidade, very much nice como costumam dizer os mexicanos.

Bairro de Coyoacan (nome que significa coiote) foi o famoso bairro onde nasceu, viveu e morreu a artista mexicana Frida Kahlo e seu esposo Diego. A casa azul onde eles viveram hoje é o Museu Frida Kahlo com objetos da vida cotidiana do casal, além de fotos e uma loja de artesanatos. Ali funcionam também vários tipos de cursos de pintura, concertos e exposições. O bairro abriga também o Museu de Trotski, a antiga casa onde ele viveu seu exílio e foi assassinado, além de uma praça central repleta de barzinhos, restaurantes e uma atmosfera tipicamente mexicana com todas as suas cores e sabores.

Neste dia, depois de várias andanças, percebi que o culto aos mortos no México é algo muito marcante, tanto que eles celebram o dia dos mortos com altares e um colorido de oferendas aos seus entes queridos. São marcas registradas as catrinas e catrinos, bonequinhos em forma de caveira com suas simpáticas roupas em tons de preto e vermelho. Dizem que quando uma mulher exagera na maquiagem e na produção ela fica parecendo uma catrina, o que veio bem a calhar a esta senhora que passeava tranquilamente pelo shopping naquela tarde bem agradável de boas-vindas ao México!

2o Dia – Cidade do México

Depois de provar as tortillas con lechera (crepe com leite condensado) feitas pela simpática funcionaria no hostel, fui caminhar pelo Parque de Chapultepec onde encontra-se o famoso Castelo e o zoológico da cidade com os dois exemplares de ursos pandas fora da China. Peguei o metro na estação Insurgentes que fica bem próximo ao hostel e com apenas alguns míseros centavos já estava na estação de Chapultepec onde está a entrada principal do parque que é enorme e vive sempre lotado de estudantes que com seus grupos barulhentos vêm em busca de um pouco da história do país.

O Castelo de Chapultepec foi a residência do austríaco Maximiliano e sua esposa Carlota, além de diversos outros políticos nacionais e atualmente funciona como o Museu Nacional com um amplo acervo de objetos, roupas típicas e mobiliário pertencentes aos diversos moradores que ali viveram. A entrada no castelo custa $57 pesos e não é permitida a entrada com mochilas e bolsas, por isso logo na entrada há armários que podem ser utilizados pagando uma taxa de $15 pesos.

A vista do alto do castelo é impressionante e os jardins floridos e o ventinho fresco que entra pelas portas e janelas dão um ar de tranqüilidade e paz naquele pedacinho encravado no alto da cidade.

Apesar da vontade de querer morar lá mesmo no castelo, o meu intuito principal do dia era ver Pepe e Yang Yang, os ursos pandas que foram doados pelo governo chinês ao zoológico mexicano de Chapultepec. Quando cheguei os danadinhos estavam cansados e resolveram tirar uma soneca, assim que consegui tirar uma única foto deles antes que eles se recolhessem aos seus aposentos.

Além dos pandas, o zoológico possui um borboletário (entrada $40 pesos) onde as borboletas voam livremente entre os visitantes, além de várias jaulas com exemplares de gorilas, macacos, chimpanzés, ursos, onças e jaguares.

Durante a visita ao borboletário presenciei uma cena muito interessante. Algumas crianças seguravam um potinho de plástico com uma borboleta dentro e estavam concentrados fazendo seus pedidos e logo em seguida deixavam-nas livres para voar. Segundo a lenda indígena Nahuatl, se você tem um desejo secreto, deve contá-lo a uma borboleta viva e quando a deixares em liberdade ela, em seu voo silencioso e agradecida pela sua liberdade, levará o seu desejo ao grande espírito que vê e escuta tudo.

Pois bem, neste dia eu não tinha nenhuma borboleta para fazer o meu pedido, mas ao voltar pelo parque encontrei um grupo de esquilos pelo caminho correndo livres e felizes e percebi que o espírito de borboleta estava dentro de mim e que não havia nada no mundo melhor que a sensação e o prazer de ser livre. E como bem retratou Frida Kahlo em um de seus quadros “…para que pés se eu tenho asas para voar…”

E foi neste clima de liberdade que eu encarei 6 tacos de arrachera (carne vermelha) no Restaurante Anderson’s e me deliciei com o sabor do milho misturado com aquela carne macia e suculenta, temperada com cebolinha e decorada com fatias de tomate e abacate…o que naquele momento me fez sentir a sensação de ter o espírito do México entrando na pele.

Ao voltar ao hostel passei em frente a uma construção e lembrei que era dia 3 de maio, o dia da Santa Cruz, uma festividade muito famosa no pais e vinculada aos operários das construções. Neste dia, em qualquer edifício que se encontra em obra, realiza-se uma celebração que inclui a colocação de uma cruz de madeira recoberta com flores e festões de cores azul e branco.

Não satisfeita com as aventuras do dia, ainda reservei uma noitada na famosa Praça Garibaldi, local onde concentram-se os grupos mariachi, aqueles típicos cantores mexicanos com chapéus de abas largas, roupas pretas bordadas e com fivelas no lado da calça.

Por volta das 21:30 a van passou me pegar no hostel e juntamente com um casal de mexicanos e uma venezuelana, fomos acompanhados pelo motorista Alfredo até a Praça onde visitamos o Salão Tenampa, uma casa fundada em 1925 e considerada a melhor cantina mexicana da cidade com músicos mariachi e jarochos e muita tequila a noite inteira.

No entanto a nossa programação tinha como objetivo a Casa Guadalajara de Noche, com direito a muitas tequilas, piña colada e um espetáculo de 2 horas de música e folclore mexicano. Para quem não quer entrar em uma casa de espetáculos mexicanos há uma outra opção que funciona da seguinte maneira: de quinta a domingo os grupos de mariachi ficam reunidos na praça Garibaldi e as pessoas podem contratá-los para cantar as canções tipicamente mexicanas como guantanamera, cielito lindo, ou daquelas de cortar o coração de tanta dor.

Por exemplo um cavalheiro que quer impressionar a sua amada paga o mínimo de $70 pesos por canção e tem a sua disposição 7 componentes do grupo com seus instrumentos variados. Um verdadeiro grupo de mariachi não pode ter menos que 7 integrantes, no entanto não ha quantidade máxima exigida, portanto, digamos que depois de 2 horas ouvindo aquelas canções desconhecidas aos meus ouvidos e percebendo o grau de entorpecência daquelas pessoas cada vez mais empolgadas com seus grupos de mariachi, comecei a sentir um certo cansaço e acabei voltando pro hostel às 02:00hs.

E foi assim que fechei o meu dia voando alto com o verdadeiro som mexicano…Arriba muchachos!!!

3o Dia – Sitio arqueológico de Teotihuacán

Localizada a cerca de 45Km ao norte da cidade do México, Teotihuacán foi o último império asteca da região. Para chegar lá é preciso atravessar as montanhas em uma viagem que dura cerca de 1 hora. Com a companhia da guia Lourdes que já foi professora de história, iniciei a minha descoberta dos grandes segredos deste povo vindo da Mongólia, que ha cerca de 3000 a.C. cruzou o Estreito de Behring e seguiu sua migração na rota dos grandes mamutes ate chegarem na região de Teotihuacán.

Teotihuacán, que significa cidade dos deuses, foi uma cidade totalmente planejada com uma avenida central desde o sul, sendo que a pirâmide do sol foi a primeira a ser construída com a utilização de uma pedra vulcânica muito leve e muito comum naquela região chamada Tesotle . Os teotihuacanos desviaram o rio que passava por aquela região e fizeram com que ele passasse pela Av. Dos mortos, dividindo a cidade em duas partes: uma administrativa e outra religiosa.

Mesmo sem conhecer os terremotos, os astecas planejaram suas construções com exímio conhecimento de engenharia para que as mesmas não sofressem com os abalos sísmicos que frequentemente afetam aquela região. Eles também inventaram a pintura em murais que eram praticamente livros abertos ao publico.

Na época dos astecas, o ouro e a prata eram pedras comuns naquela região, todos tinham acesso a ela e gostavam de usar porque o brilho do metal parecia com o rei sol que era sagrado para eles. No entanto havia uma pedra chamada Opsidiana que era usada para decorar as pirâmides dos deuses e tinha um valor muito maior, sendo considerada a primeira moeda de troca do mundo pré-hispânico.

Esta pedra que muda de cor conforme a sua exposição ao sol possui qualidades de corte superiores aos mais modernos bisturis, mas a ciência ainda não descobriu como os teotihuacanos conseguiam corta-la com tanta precisão se ainda hoje são necessários equipamentos super modernos para moldar esta pedra vulcânica de grande beleza e energia.

No sitio arqueológico de Teotihuacán é possível subir no alto da pirâmide do sol e da lua, e esta que vos escreve não podia perder a oportunidade de sentir esta emoção. A maior das pirâmides é a do sol e ao chegar la em cima no topo a vista é sensacional e da pra sentir muito a energia do sol entrando pelas palmas das mãos. Seguindo um pouco mais adiante esta a pirâmide da lua onde os antigos astecas realizavam os sacrifícios humanos e tomavam a bebida “pulque” feita com o cactus sagrado maghei, do qual também se extraiam as fibras para a fabricação de roupas e papel.

Na época do império asteca, a expectativa de vida era de apenas 50 anos, por isso as crianças iam para escola com a idade de 4 anos, as meninas se casavam com 11 e os meninos com 13, assim que estes povos tinham um ciclo de vida cinqüentenário que pode ser verificado nas suas construções, isso porque a cada 50 anos encerrava-se um ciclo de vida e eles passavam a construir suas pirâmides em cima daquelas já existentes. Prova disso esta no templo de Quetzalcoatl, o deus supremo, uma figura composta pela imagem de uma pantera simbolizando a sabedoria, com as orelhas em forma de serpente, simbolizando a troca de peles que o espírito humano deveria sofrer ao longo do ano para evitar cometer os mesmo erros, e a plumagem de águia simbolizando a capacidade da ave em voar bem próximo ao sol, o que para eles era sinônimo do animal que mais se aproximava do Deus supremo.

Ao longo dos séculos, os teotihuacanos deixaram de construir suas pirâmides com estátuas esculpidas em pedra nas laterais e passaram a utilizar uma técnica de construção mais avançada e fácil com a utilização de pinturas em murais, com isso as antigas pirâmides foram encobertas por novos monumentos da geração cinqüentenária.

O único templo em que podemos observar essa sobreposição das pirâmides é o templo da serpente emplumada ou Quetzalcoatl, pois na década de 50 os arqueólogos quebraram uma parte da pirâmide para restaurar esta antiga parte e trazer a tona a historia deste povo, o que na atualidade não esta mais permitido.

Depois de subir e descer pirâmides, conhecer o processo de corte e polimento da pedra Opsidiana, experimentar a bebida pulque e me apaixonar pela historia dos antigos astecas, so me bastava voltar para a Cidade do México para conhecer outro grande atrativo do pais: a Catedral de Guadalupe.

Digamos que a construção das catedrais para a virgem já deu o que falar para o povo Mexicano, pois desde que a virgem apareceu para um índio que sequer falava o idioma espanhol e deixou gravado nas roupas dele a sua imagem com diversos símbolos correspondentes ao povo mexicano, a cidade já teve 3 catedrais diferentes.

Acontece que, a primeira catedral em honra a virgem de Guadalupe foi construída no alto do morro, o que dificultava o acesso para as pessoas mais idosas e/ou com problemas de locomoção. Desta forma, os mexicanos construíram uma nova catedral na área mais baixa da cidade, o que não durou muito tempo, pois a estrutura pesada da catedral fez com que o terreno cedesse e a mesma começou a afundar, alem de ter sofrido sérios danos com os constantes terremotos que ocorrem na cidade. Assim, sendo, uma moderna e bem planejada catedral foi novamente construída com a utilização de materiais leves e uma estrutura profunda para evitar desabamentos e afundamentos.

Hoje a imagem da virgem de Guadalupe encontra-se neste local, porem as outras duas catedrais ainda podem ser visitadas, mesmo estando com sérios danos e rachaduras.

4o Dia – Cuernavaca e Taxco

Neste dia a minha programação incluía uma visita a cidade de Puebla, no entanto neste dia 5 de maio a cidade estava em festa em comemoração a famosa batalha de Puebla contra os franceses, que diga-se de passagem foi a única que os mexicanos venceram contra os seus rivais europeus e americanos.

Puebla foi o centro agrícola e comercial mais importante da Nova Espanha e durante o período colonial espanhol a cidade chegou a ser a segunda de maior importância gracas a sua localização estratégica entre a cidade do México, o porto de Veracruz e a sua conexão direta com o porto de Acapulco.

A Catedral de Puebla começou a ser construída em 1588 e foi terminada somente em 1649, porém as torres do seu campanário, que são as mais altas do México, só ficaram prontas 61 anos depois, e isso porque os poblanos receberam a ajuda dos céus. Isso mesmo, conta a lenda que naquela época não havia como levantar a estrutura pesada em forma de estatuas de anjos para montar as torres da igreja, no entanto um milagre dos ceus aconteceu e da noite pro dia as torres surgiram la em cima, por isso ate hoje os poblanos são chamados de ‘los angelitos’ e os souvenirs vendidos na cidade são estampados com as carinhas simpáticas dos anjos.

Acordei pela manhã toda empolgada para conhecer a cidade, mas o tour foi cancelado porque todos os atrativos estariam fechados para a comemoração. Desta forma acabei optando em fazer o passeio para Cuernavaca e Taxco ($620 pesos). Pelo caminho, tive a oportunidade de conhecer muitos pontos importantes do pais e ainda aprender algumas curiosidades sobre as comidas e a cultura mexicana com o guia Noé.

A primeira delas foi degustar o tradicional Amaranto, uma barra de um cereal utilizada pelos astronautas composta por diversas vitaminas e o que é melhor: não engorda e oxigena o cérebro!

No caminho de saída da Cidade do México, passamos em frente aos estúdios Chorubusco, o melhor lugar para estudar cinema e televisão no México; pelo estádio de futebol nacional com capacidade para 120 mil espectadores e ainda descobri que México significa “umbigo do mundo”.

Ao longo dos quilômetros que se seguiam, fizemos uma viagem pela historia do pais e chegamos ao conquistador espanhol Hernan Cortez que quando ali chegou destruiu os templos astecas e construiu catedrais no topo das pirâmides, fato muito comum na capital, onde o centro da cidade esta construído em cima de uma cidade asteca.

O nosso destino primeiramente seria Cuernavaca, a capital do estado de Morelos, a qual leva este nome em homenagem a Jose Morelos que escreveu a primeira constituição mexicana. Ao longo da estrada podemos ver os roseirais coloridos,  os quais são produto exportação desta região.

Na entrada da cidade de Cuernavaca encontra-se a estátua de Emiliano Zapata que lutou pela sociedade deste estado, montado em seu cavalo Az de Ouro, logo em seguida passamos pelo restaurante Lãs Mananitas, um dos 10 melhores restaurantes mexicanos do mundo com apresentação dos típicos mariachi. O autor Hemingway e Cantiflas, o Charles Chaplin mexicano também viveram em Cuernavaca.

Alem do que, as igrejas da cidade são famosas, pois são utilizadas para as gravações das novelas mexicanas e são as únicas que permitem mariaches tocando em seu interior.

Depois de uma breve parada para fotos de uma casamento, seguimos para Taxco (160 km da capital), cidade que fica encravada no alto das montanhas de um vale com suas casas em estilo colonial espanhol pintadas de branco. Antigo povoado mineiro, a cidade é famosa pelos artigos em prata produzido pelos artesãos.

Entre as atrações de Taxco estão a Praça Chavarrieta com sua igrejinha no alto da montanha, o Hotel de la Borda que já hospedou celebridades como Jacqueline Kennedy e a imensa e maravilhosa igreja de Santa Prisca, em estilo barroco que levou 8 anos para ser construída e que expõe em seu interior um órgão trazido da Espanha que levou 7 meses para chegar ate aquelas montanhas desde o porto de Vera Cruz.

Em frente a igreja ha uma praça onde os turistas aproveitam o clima agradável para degustar os pratos mais deliciosos e os tianguis, mercados de artesanatos típicos da região. O meio de transporte mais utilizado para subir e descer ao topo da cidade são as kombis, as quais serpenteiam as ruas sinuosas com suas portas escancaradas e por um preço irrisório ($5 pesos).

Os habitantes desta cidade também são conhecidos como cumileros, ou comedores de cumil, um inseto vivo e com um cheirinho nada agradável (percevejo maria fedida) que é adicionado as tortillas e segundo eles da um sabor especial ao prato.

Digamos que conhecer as cidades de Cuernavaca e Taxco realmente foi uma verdadeira aventura mexicana digna de telenovelas.

5o Dia – Cancún

Logo pela manha terminei de arrumar minha mala e me despedi da Cidade do México e do Hostel Dos Fridas & Diego, já com saudade desse pedacinho aconchegante que me hospedou nos dias anteriores, seguindo para o aeroporto (táxi- $150 pesos) onde tinha um voo da Aeromexico diretamente para Cancún.

Depois de um voo bem tranqüilo com direito a serviço de bordo com amendoins e bebidas, lá estava a vista deslumbrante da Península de Yucatán, uma imensidão de arvores e verde e bem ao longe a costa de mar azul turquesa que me esperava de braços abertos.

Logo ao chegar no aeroporto ha diversos postos de informações com as mais diversas opções dos passeios pela região. Para ir do aeroporto ate o Hotel Clipper Club (Av. Boulevard kukulcan, km11) haviam 3 maneiras: um serviço de ônibus que custa $60 pesos e passa pelo centro de Cancun, vai ate a rodoviária e de lá pega-e um coletivo normal – há um transfer coletivo que passa pela zona hoteleira e vai parando em todos os hotéis que custa $150 pesos – e também táxis que cobram uma taxa fixa dependendo da altura do km onde está localizado o hotel.

Eu optei pelo transfer coletivo e em menos de 20 minutos já estava no hotel que era exatamente o que eu imaginava, um serviço simples, de boa qualidade e muito bem localizado, com vista para a lagoa Nichupte, a poucos metros da praia e o melhor, com um lindo jardim, uma piscina e uma rede preguiçosa pra deitar no final da tarde.

Depois de me acomodar no quarto, tomei um bom banho e fui diretamente para a praia para me surpreender com a beleza das cores da água do mar. Para um final de tarde de Domingo a praia estava tranqüila, com um pouco de musica de bom gosto e um toque de diversão no ar.

O sol se pos, a noite chegou e antes de voltar ao hotel aproveitei para reservar uma excursão para as pirâmides de Chichen Itza no dia seguinte.

6o Dia – Sitio arqueológico de Chichen Itza

A península de Yucatán possui 3 estados e surgiu de um imenso bloco calcário com águas subterrâneas que foram filtradas quando um grande meteorito caiu na região, dando origem a península e aos cenotes, covas gigantescas com água cristalina e rios subterrâneos.

Os habitantes que viviam nas terras maias chamavam-se itzaes e nesta excursão o destino principal seria o sitio arqueológico de Chichen Itza que na língua maia significa: Chi= boca poço, Chen = cenotes, Itza = nome terra maia.

O passeio iniciou em Cancun, nome que significa ninho da serpente, com duração de dia inteiro ($630 pesos), percorrendo um caminho lindíssimo por entre a mata e a natureza ate chegar nas pirâmides de Chichen Itza com seu castelo dedicado a Kukulcan, considerado patrimônio da humanidade e testemunho do assombroso grau de perfeição matemática e astronômica da cultura maia.

Enquanto o mundo estava imerso na Idade Media, os maias construíram esta majestosa cidade com precisão e conhecimentos que ate hoje impressionam pela quantidade de significados e a exatidão arquitetônica da construção das pirâmides e da praça para os jogos de bola, que na época eram considerados rituais sagrados.

A cultura maia absorveu muito dos astecas que habitavam a região central do México. Um exemplo claro disso é a figura da serpente emplumada que nada mais era que a figura espiritual com um cocar de plumas, a cabeça em forma de pantera e os ouvidos de serpente, figura esta que entre os astecas chamava-se Quetzalcoatl e ao chegar nas terras de Yucatán foi chamado pelos maias de Kukulcan.

Um fato muito interessante na construção da pirâmide de Chichen Itza é o que acontece no dia 21 de Março quando ocorre o equinócio de primavera e a pirâmide se ilumina, formando a cauda da serpente, unindo-se a sua cabeça que esta estrategicamente construída na base da pirâmide.

Este fenômeno, assim como os inúmeros outros particulares da pirâmide, traduzem as crenças espirituais dos maias que tinham na serpente um animal que representa a renovação.

O percurso para chegar de Cancún a Chichen Itza dura cerca de 2:30, mas não pense que isso é cansativo, pois no meio do caminho fizemos uma parada espetacular em um “cenote” com direito a experimentar uma tortilla de maiz servida por uma maia vestida em seu traje típico chamado Ypil, tirar fotos dentro do “cenote” e refrescar-se naquela água fresca iluminada pelo astro maior: o Sol.

Depois de uma breve parada, continuamos a viagem para Chichen Itza, passando por uma plantação de agave azul, o cactus milagroso que da origem a tão famosa tequila mexicana.

A entrada no complexo de Chichen Itza custa $120 pesos e os grupos são acompanhados pelos guias locais que explicam cada detalhe da historia e da cultura desta fascinante civilização.

Em frente a pirâmide principal, dedicada a Kukulcan, podemos ver as 91 escadas de cada lado, mais a escada da cúpula que somam 365, ou seja, a quantidade total de dias do ano, alem do que se você ficar em frente a estas escadas e bater palmas, ouve-se o som de um pássaro.

Acontece que os maias chegaram na península de Yucatán vindos da Guatemala e perceberam que ali não existiam os pássaros Quetzal que eles estavam acostumados a ouvir em sua antiga terra natal. Foi então que ao construir o castelo em honra ao seu Deus maior, planejaram de maneira precisa a construção da pirâmide, de modo que o eco das palmas se parece muito com o som emitido pelo tal pássaro.

Da mesma forma, no campo de futebol maia a acústica é tão perfeita que é possível falar de um lado do campo e ouvir claramente do lado oposto. A sensação de visitar este lugar é mágica e repleta de surpresas a cada nova descoberta das pequenas sutilezas contidas nessas impressionantes construções pensadas em função da crença nos poderes da natureza.

Os conhecimentos deste povo certamente nos influenciou muito, pois os maias criaram o calendário que deu origem ao atual calendário gregoriano, alem disso realizaram previsões de acordo com seus grandes conhecimentos dos movimentos do sol, da lua, das estrelas e assim calculavam o estado do tempo.

Os maias acreditavam que a cada ciclo começava uma vida nova, assim que, no dia 21 de Dezembro de 2012 terminará um ciclo de conta larga que começou no dia 11 de agosto de 3114 a. C., e isso não significa que seja o fim do mundo, mas uma mudança importante na terra em nossa era.

Assim sendo, fiquei muito mais tranqüila ao saber que o mundo não vai acabar e vou ter muitas outras oportunidades de voltar neste lugar inesquecível.

7o Dia – Playa Del Carmen

Os meus planos para este dia incluíam somente um pouco de praia e conhecer o centro de Cancun, no entanto ao chegar na rodoviária acabei comprando uma passagem para Playa Del Carmen e não podia ter feito nada melhor.

Os ônibus coletivos em Cancun são muito práticos e se você estiver na zona hoteleira e quiser chegar no centro ou na rodoviária basta pegar qualquer um que tenha a inscrição R-1 estampada no pára-brisa e pedir ao motorista onde quer descer, sendo que o bilhete custa irrisórios $8,50 pesos. Já na rodoviária há opções de ônibus de 20 em 20 minutos com a companhia ADO para Playa Del Carmen, custa $100 pesos ida e volta e leva apenas uma hora de viagem para chegar ao paraíso.

Antes da viagem havia lido vários comentários sobre Playa Del Carmen e ao chegar ali descobri que realmente ha grandes diferenças entre esta e Cancun. Enquanto Cancun é o templo dos grandes resorts e da cultura americana com seus restaurantes fast foods e discotecas voltadas a diversão noturna, Playa del Carmen possui um estilo mais europeu e concentra a maioria das atividades na 5th Avenida que fica a uma quadra do mar.

O clima na praia é bem descontraído, a cor do mar é de tirar o fôlego e os lidos a beira mar são um convite para passar uma tarde agradável regada a varias margheritas, pinas coladas e tequilas, estirada em uma poltrona de frente para aquele mar caribenho.

Para os apaixonados por esportes radicais ainda é possível praticar atividades como pára-quedismo e kite surf nas praias de Playa, ou quem sabe pular numa cama elástica, jogar vôlei de praia, futebol, squash, namorar, ler um livro, tomar sol ou simplesmente não fazer nada embaixo da sombra de um coqueiro.

Pois bem, esta é Playa Del Carmen, a jóia da Riviera Maia que concentra diversas opções de hospedagens com preços bem convenientes, sem contar os resorts e spas all inclusive localizados a poucos minutos do centro com seus serviços  que são verdadeiros templos maias do lazer e do entretenimento.

Depois de um dia inteiro intercalando, sol, sombra, água, mar e uma caminhada pela 5th Avenida, tive que voltar para Cancun onde cheguei a tempo para ver o por do sol no jardim do hotel e aproveitar a piscina.

Depois de ter passado o dia em Playa Del Carmen tive a certeza que na próxima vez que voltar ao México este será o meu próximo destino, pois Playa realmente merece ser chamada de a jóia da Riviera Maia pela sua beleza e tranqüilidade.

8o Dia – Tulum

Acordei bem cedinho envolvida por uma preguiça que geralmente não faz parte do meu ser, mas depois de abrir a janela e ver aquele sol brilhand no horizonte, tomei coragem para abandonar a minha cama e depois de um café reforçado com tortillas mexicanas segui novamente para a rodoviária para ir a Tulum, uma viagem de 2:30hs que custa $212 pesos ida e volta.

Tulum foi o primeiro centro urbano da civilização maia descoberto pelos conquistadores espanhóis no Séc. XVI e a única cidade amuralhada construída a beira mar. Reconhecida por suas edificações singulares e seus afrescos milenares, a cidade dói um importante centro marítimo e comercial da época.

A observação dos astros foi uma atividade importante dos habitantes de Tulum, a qual se manifesta nas expressões artísticas como a figura do Deus descendente Kukulkan que representa o sol ponente. Alem da visita das pirâmides e da zona arqueológica de Tulum é possível descobrir o parque de Xel-ha que dispõe de diversas atividades aquáticas como snorkel, tirolesa e momentos de relaxamento em meio a natureza.

Como meu interesse principal desta visita era conhecer somente Tulum, paguei a entrada no sitio arqueológico ($57 pesos) e depois de visitar as ruínas e tirar muitas fotos da paisagem estonteante do lugar, passei o resto do dia aproveitando a praia que fica ali mesmo dentro da zona arqueológica.

Os visitantes ainda podem seguir por um caminho a direita da entrada do sitio arqueológico e  chegar ate a praia publica de Tulum onde fica a área dos pescadores e um pouco mais adiante uma praia de nudismo, no entanto eu não tive condições psicológicas para sair do complexo arqueológico porque afinal de contas a minha visão de paraíso sempre teve as cores e o ar deste lugar.

Infelizmente a zona das ruínas fecha as 17hs e por isso tive que me despedir do mar de águas quentes e da paisagem do paraíso e voltar para Cancun., deixando para trás o meu pedacinho mais mágico neste planeta.

A noite, já em Cancun fui conhecer o tradicional Coco Bongo ($360 pesos), uma casa de show e danceteria que conta com mais de 40 artistas e acrobatas que se apresentam durante a noite toda em uma mescla de dança, diversão e espetáculo. O valor da entrada inclui open bar e isso significou que, depois de algumas tequilas, a minha pessoa já estava possuída pelo espírito caribenho, dançando salsa e merengue como se fosse uma discípula de Carlinhos de Jesus.

No final das contas sobrou empolgação e faltou espetáculo, pois a casa fechou suas portas as 04:00hs, o que naquela altura do campeonato ainda era muito cedo.

9o Dia – Isla Mujeres

A minha idéia original para este dia era visitar o Parque Xcaret, mas acabei ficando em Cancun com as novas amigas que conheci no hotel (Joice e Joana) e aproveitamos para visitar a Isla Mujeres que fica bem próximo a Cancun. O ferry custa $321 pesos ida e volta e parte da Playa de Tortugas, na altura do km 10 da zona hoteleira.

Chegando na ilha ha vários vendedores de passeios oferecendo as mais variadas atividades, incluindo o Parque Garrafon com atividades de mergulho, nado com golfinhos, aluguel de carrinhos de golfe, bicicletas e um passeio que recorre toda a ilha com direito a almoço, tempo livre para aproveitar a praia e snorkel.

Como queríamos caminhar um pouco e descobrir a ilha da nossa maneira, acabamos optando em almoçar no centrinho da ilha onde comemos ricos tacos de camaron e depois passamos o resto do dia na Praia do Norte, que fica a poucos metros a esquerda do terminal de ferry.

A praia é simplesmente maravilhosa, com suas piscinas naturais e aquela cor azul turquesa do mar do caribe que convida a passar horas e horas jogando conversa fora e curtindo o sol, ficou bem difícil voltar ao hotel no final do dia.

No caminho de volta tivemos a brilhante idéia de comprar um combo de frango, salada e paes no JKF e acabamos o dia bem alimentadas e felizes.

10o Dia – Parque Xcaret

A manha começou bem cedinho, pois as 08:00hs partia a excursão em frente ao hotel para o Parque Xcaret com suas inúmeras atrações ($1500 pesos all inclusive). O parque esta localizado a cerca de 2hs de Cancun e no valor da entrada estão inclusos os snorkels, colete salva-vidas, almoço e bebidas, somente as atividades extras como nado com golfinhos e arraias e o SPA que devem ser pagos a parte.

Dentro da parque ha um complexo que resume a cultura mexicana e mostra os principais pontos turísticos e o folclore do pais, sendo que o ponto forte do parque são as atividades aquáticas.

Da para passear com um barquinho por entre os canais de rios de águas cristalinas, nadar pelo labirinto de rios, passando pelas cavernas subterrâneas, alem de aproveitar a praia em confortáveis cadeiras a sombra de coqueirais.

Logo ao chegar no parque e receber a pulseirinha de entrada, comecei a visita pela parte histórica, passando pela vila maia onde ha a reconstrução fiel dos costumes e da vida diária dos habitantes da península de Yucatán com suas choupanas, seus banhos de vapor, seus costumes e o artesanato típico em lojinhas espalhadas pela vila. Logo em seguida passei pelo cemitério mexicano com suas lapides coloridas e o divertido modo de encarar a vida e a morte deste povo.

Continuando o passeio, cheguei ao borboletario que apesar de interessante deixou muito a desejar em comparação ao que visitei na Cidade do México. De baixo de um sol escaldante ainda fui ver a vista panorâmica do alto da Torre do parque, passei pela capela e pelo museu mexicano, vi as pessoas nadando com os golfinhos e como não podia deixar de ser almocei no Restaurante típico mexicano em frente a praça eqüestre onde todo final de tarde ocorrem eventos eqüestres. O prata principal do dia foi uma mistura de diversos sabores e cores, acompanhado de uma deliciosa sobremesa e por fim a tradicional cerveja Corona.

Depois fui assistir a uma apresentação dos Papantlas, os homens voadores da regiao de Vera Cruz. A representação destes homens é um rito totonaca em honra ao Deus sol ou da primavera para pedir fertilidade a terra. Ao chegar no poste eles fazem uma dança do “som do perdão” e depois quando chegam no alto dos 18 metros, representam os pontos cardeias através de aves: galo- oriente, papagaio-norte, corvo-sul e águia o leste.

Uma horinha de descanso sentada em uma relaxante cadeira com vista para o mar foi suficiente para tirar a siesta e logo em seguida se jogar naquela água fresquinha para aproveitar o resto do dia no parque.

As 17hs era hora de voltar a vila maia para assistir o espetáculo de oferenda, logo em seguida uma pitada de dança folclórica, o espetáculo de cavalos e então seguir para o grande espetáculo da noite que inicia as 19hs: México espetacular.

O espetáculo dura cerca de 2 hs e é algo simplesmente inesquecível, uma viagem pela historia e a cultura deste pais tão rico em cores e repleto de cultura. Em vários momentos do espetáculo dava pra ver a emoção dos espectadores em forma de lagrimas, risos e emoções diversas.

Durante toda a viagem estive buscando uma essência, uma cor, um aroma, uma palavra para traduzir o meu sentimento por este pais e eis que neste ultimo dia descobri que o México tem a cor do fogo e o cheiro da paixão.

E desta forma, deixando un cachito de mi corazón me despedi dos dias mais inesquecíveis que vivi, levando a essência do México en la piel como bem  descreve a canção de Luiz Miguel…

Como una mirada hecha en Sonora

Vestida con el mar de Cozumel

Con el color del sol por todo el cuerpo

Asi se lleva Mexico en la piel

Como el buen tequila de esta tierra

O como un amigo de Yucatan

Y en Aguascaliente deshilados

O una lana tejida en Teotitlan

Asi se siente Mexico, asi se siente Mexico,

Asi como unos labios por la piel

Asi te envuelve Mexico, asi te sabe Mexico

Y asi se lleva Mexico en la piel

Como ver la sierra de Chihuahua

O artesania en San Miguel

Remontar el cerro de la silla

Asi se lleva Mexico en la piel.

Como acompanarse con mariachi

Para hacer llorar a esa cancion

Que en el sur se toca con marimba

Y en el norte con acordeon

Asi se siente Mexico, asi se siente Mexico,

Asi como unos labios por la piel

Asi te envuelve Mexico, asi te sabe Mexico

Y asi se lleva Mexico en la piel

Como un buen sarape de Saltillo

Como bienvenida en Veracruz

Con la emocion de un beso frente a frente

Asi se lleva Mexico en la piel

Como contemplar el mar Caribe

Descubrir un bello amanecer

Tener fresca brisa de Morelia

La luna acariciando a una mujer

Asi se siente Mexico, asi se siente Mexico,

Asi como unos labios por la piel

Asi te envuelve Mexico, asi te sabe Mexico

Y asi se lleva Mexico en la piel

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mundi-passagens-aéreas

10 Respostas para “Asi se lleva Mexico en la piel

  1. Claúdia parabéns! Simplesmente revisitei lugares na cidade do México que conheci nos anos 90, voltei a Taxco, as piramides astecas, ao castelo de Chaputepelc, ao som dos incriveis Mariachis. Só faltou ao clima de Acapulco e os clavadistas que se atiram do penhasco para o mar, dando aquele clima tenso do espetaculo. Mas você foi em direção ao Mar azul turquesa maravilhoso, que não conheço e fiquei com água na boca para conhecer.
    Amei a sua narração da viagem. E fiquei feliz por ter revivido um pouco do meu México. Asi se siente Mexico.
    Bjs no coração e vou compartilhar esse seu depoimento.

    Denise

  2. Pingback: Playa del Carmen: a jóia da Riviera Maia « VIAGENS PELO MUNDO·

  3. Cláudia, adorei a descrição e as fotos da sua viagem ao Mèxico. Fiquei com vontade de voltar lá. Vc tem realmente a verve de escritora Continue escrevendo e boas viagens! Tirzah Arnout

  4. Que bom que vocês gostaram do descritivo da viagem. Melhor ainda saber que as minhas experiências podem ser compartilhadas e que cada vez mais pessoas podem ter o privilegio de conhecer esses lugares mágicos e repletos de historias e cultura, pois viajar é o único dinheiro gasto que te enriquece!!!

  5. Oi Claudia! Que delícia de post! Estou indo daqui há duas semanas fazer um trajeto muito parecido e vou aproveitar demais as suas dicas. Olhando as fotos fiquei mais animada ainda. Viajar é bom demais, não é mesmo?

    • Pois é Cintia, viajar é uma das poucas coisas na vida que nos torna mais ricos quando voltamos. Tenho certeza que vc vai adorar o México! Boa Viagem

  6. estou morando no mexico ja faz um tempo, morei em DF e agora estou em Guadalajara que tbm é mtu bonita e n fede tanto rsrs… mas um lugar suuuuper top no mexico é Monterrey fiquei apenas 3 dias mas é mtu linda rodeada de montanhas … enfim novas experiencias isso é otimo!!!

  7. Olá bom dia achei seu site pelo ocioso.vivo no Mexico faz 4 anos adoro..

    Vivo em monterrey cidade que faz muito calor quase todos os dias 40 º..

    Viva Mexico país maravilhoso

  8. Claudia eu sempre amei o México e estive lá em 2010. Como pesquisei bastante, eu fiquei em Playa del Carmen e amei pois Cancun digamos não foi meu passeio favorito! Mas fui só em playa, cancun, X-caret, Tulun, Chichen Itza, Merida, Islas Mujeres e Xel-ha! Quero muito voltar e conhecer outros lugares lindos do México! Legal demais a sua viagem e valeu por compartilhar!!

  9. Claudia, gostei muito de seu “olhar” sobre o México…
    você vê e escreve muito bem… parabéns!!!

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