Viajando de carro pela Costa do Sol da Espanha


Minhas viagens costumam ser sempre a bordo de navios de cruzeiros, no entanto em março de 2009 decidi conhecer, de carro, as maravilhosas paisagens da região espanhola conhecida como a Costa do Sol.

Peguei um voo no Rio de Janeiro e cerca de 14 horas mais tarde já estava no aeroporto de Málaga alugando o carro que iria me conduzir a um roteiro de cinco dias pela região que tem como principais atrativos a culinária, o sol, as praias e a cultura andaluz.

A começar pela cidade de Málaga, rodeada por montanhas, banhada pelo mar e point de milhares de turistas que aproveitam suas praias de areia escura  (retiradas do fundo do mar) para bronzear-se durante o verão europeu. A cidade, que no passado foi habitada pelos fenícios vindos do Líbano, era chamada de Malaka Mainaki e até  hoje conserva monumentos importantes que remontam as culturas árabe e romana.

1º  Dia

Cerca de 30 minutos depois de alugar o carro no aeroporto eu já estava no hotel, no centro de Málaga, onde deixei minhas malas e segui diretamente ao símbolo da ocupação árabe na cidade: a Alcazaba, um forte construído no alto da montanha para a defesa do porto, e seu imponente Castelo de Gibralfaro que hoje abriga um pequeno museu e um dos melhores Paradores (nome dado aos hotéis de luxo na Espanha) com vista para a cidade. O panorama lá de cima é realmente impressionante e da uma ideia da importância estratégica da cidade, localizada a 30Km de distância, em linha reta, do continente Africano.

Após a visita ao Castelo e às ruínas remanescentes do período da invasão dos romanos, desci até a Catedral de la Encarnación; reconstruída sob uma mesquita árabe durante o reinado da princesa Isabel, a Catedral é carinhosamente chamada pelos malaguenhos ou boqueranos de “La Manquita” devido a uma de suas torres ainda inacabada. A visita à Catedral vale a pena pela sua arquitetura, a beleza de detalhes e a historia contida em cada uma de suas paredes.

Bem próximo da Catedral fica a Praça del Obispo, onde experimentei uma Paella acompanhada por uma jarra de Sangria, a tradicional bebida espanhola feita com frutas picadas e mergulhadas no vinho, na Taberna del Obispo, um restaurante típico andaluz. Depois de alimentar o corpo e a alma fui conhecer La Malagueta (localizada ao sul da Praça de Touros), um local bastante popular entre os malaguenhos, que concentra diversas danceterias, bares e pubs com musica ao vivo que agradam aos mais variados gostos. Para os mais festeiros é bom lembrar que as baladas acabam por volta das 02:00hs e por isso é melhor chegar cedo para aproveitar as cañas e os tapas (bebidas e aperitivos servidos nos bares).

2º  Dia

Nada melhor que um revigorante café da manha no hotel para entrar no clima espanhol com tudo que há de mais típico em Málaga: o flamenco, as touradas e a arte. Logo pela manhã visitei a Plaza de Toros onde conheci um verdadeiro toureiro que demonstrou com graça e beleza os movimentos da capa durante o duelo com o touro, além do museu que expõe as fotos e roupas de campeões famosos (tanto touros como toureiros).

A cultura das touradas na Espanha representa muito mais do que um simples duelo entre o ser humano e um animal, é a paixão nacional de um povo que lota as Plazas expressando toda a força e sentimento contido em seus corações.

Neste mesmo dia, conheci também o Palácio de los Condes de Buenavista, onde fica o Museu Picasso, espaço que abriga cerca de 204 das obras mais importantes deste artista que nasceu em Málaga em 1871 e representa muito bem o espírito desta cidade repleta de arte e cultura. E como não podia deixar de ser, fui até uma Casa de Flamenco assistir a um espetáculo ao som da mais original e expressiva dança andaluza. Uma explosão de sentimentos, cores e cultura que por si só já valeram a viagem.

3º  Dia

O sol nem bem raiou e eu já estava com o pé na estrada em direção a Torremolinos (moinhos de vento), um vilarejo de pescadores com suas casas branquinhas e as sacadas repletas de flores, além dos pequenos prédios que deleitam-se a beira mar e atraem principalmente os aposentados europeus que ali transferem suas moradias em busca de um lugar ao sol. O vilarejo vale a pena, especialmente para quem esta em busca de sossego e tranquilidade.

Eu como não tinha muito tempo disponível, segui a viagem pela rodovia A340 até Fungirola, um antigo porto de pescadores que também converteu-se em refúgio, principalmente dos ingleses que abriram ali muitos restaurantes e pubs, que fazem da vida noturna do vilarejo o ponto forte para atrair um público bastante jovem, bonito e de alto poder aquisitivo.

Apesar dos encantos de Fungirola, meu objetivo era chegar até Mijas, um típico vilarejo agrícola com seus cortejos (nome das casas onde vivem os agricultores andaluzes) encravados no alto da montanha. Ali provei o melhor prato de jamón (presunto), servido com pães e um molho especial que segundo Jose, o proprietário do restaurante, é o segredo do sucesso do negócio da família.

Passeando pelo vilarejo encontrei também um mirante de onde é possível admirar toda a beleza da região, além da Capela de N. Sra da Penha que fica dentro de uma caverna esculpida na rocha e recebe todos os anos milhares de peregrinos.

Como todo vilarejo, o agito começa tarde, ou às vezes nem começa, pois ali a paz e o sossego só não são melhores do que o cheirinho de pão fresquinho saído do forno e o passeio feito nos burricos táxis que levam os mais destemidos ladeira a cima até o alto do vilarejo. O passeio custa de 8 a 15 euros, dependendo do tipo de conforto exigido pelo passageiro (se no lombo no burrico ou numa charrete).

4º  Dia

Após uma noite de sono tranquilo em Mijas, logo pela manhã segui viagem até Marbella, uma das cidades mais turísticas e ricas da Costa do Sol. Ali encontram-se alguns dos melhores hotéis da região como o Hotel Marbella Club e Hotel Ponte Romano, várias lojas de grifes internacionais, campos de Golfe como o famoso El Chaparral, além de várias residências de personalidades famosas como Enrique Iglesias e o rei árabe Fahd, que construiu ali sua mansão no estilo da Casa Branca em Washington nos Estados Unidos.

Como eu havia escolhido a cidade para passar os últimos dois dias da viagem para aproveitar a praia e o sol, fiquei hospedada no Hotel el Fuerte que fica em frente a Playa de la Venus, uma das mais populares de Marbella com cerca de 500 metros de extensão e bem próxima dos restaurantes e atrativos do centro da cidade.

Há poucas quadras do hotel fica a Praça Salvador Dali onde estão expostas varias esculturas do artista, entre elas, Gaia, a sua musa inspiradora e também a Praça de los Naranjos, repleta de laranjeiras que exalam um perfume mais que especial na primavera e abriga vários restaurantes, lojas, galerias de arte, o Escritório de Turismo da cidade e uma pequena igrejinha da Confraria do Senhor Cristo.

E foi neste cenário de calor, sol, mar e cultura que passei os dois últimos dias da viagem aproveitando as belezas e a culinária desta região encantadora que sem sombra de dúvidas é a Costa onde o Sol brilha.

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