Presente, passado e futuro em Antalya


Continuando minhas aventuras pelos sete mares, acabei chegando na Riviera Turca, mais especificamente na cidade de Antalya (antiga Pampila), que hoje é um dos principais destinos turísticos da região Mediterrânea, principalmente para milhares de estrangeiros que vem em busca das suas praias para as férias ou simplesmente de um lugar ao sol para viver depois da aposentadoria.

 Antalya encontra-se na região da Anatólia e foi fundada no Séc. II a.C. pelo rei de Pergamon, Attalus II, que em sua própria homenagem nomeou a cidade de Attaleai. Com o passar dos anos, Antalya foi ocupada por diversas civilizações como os Romanos, os Bizantinos, os Seljuks até passar ao domínio Otomano no Séc XIII.

 A primeira vista de Antalya ja é suficiente para se ter uma ideia do porque muitos europeus e russos gastam suas economias para comprar uma moradia por aquelas bandas; a começar pela orla da praia com suas areias e seu mar convidativo a um banho de 23 graus em pleno outono europeu. Se não bastasse este atrativo, a cidade possui em suas redondezas muitas outras opções que vão desde os museus e sítios arqueológicos remanescentes desde a era paleolítica ao império Otomana, até os esportes de inverno a uma altitude de 1.750 a 1.900 metros nas colinas de Saklikent, localizada a apenas 50 quilômetros de Antalya.

Como o meu tempo na cidade era curto, as férias de verão já haviam terminado e os bazares de Istambul já haviam saciado minha sede por compras, elma txais (chás de maça) e kebabes, decidi então acompanhar uma excursão até Perge, um sitio arqueologico situado a cerca de 10 quilômetros da costa de Antalya e a 5 quilômetros do Rio Aksu.

 Povoada pelos hititas por volta do ano 1500 a.C., Perge foi a capital da província romana da Pafília e seus habitantes eram devotos da deusa Ártemis (deusa da caça e da vida selvagem). Hoje Perge é apenas mais um sitio arqueológico que abriga as ruínas de uma cidade majestosa onde ainda é possível visualizar a Ágora (centro da cidade), os banhos e canais romanos, o estádio, o teatro e a sua basílica, cujo papel foi muito importante no período de cristianização dos povos, sendo ali um ponto de passagem do apóstolo Paulo, Barnabé e João Marcos, em suas viagens missionárias pela Ásia.

Durante a visita a Perge, eu e meu grupo fomos acompanhados por um guia local chamado Kan que, como um bom professor de história, com toda sua paciência e conhecimento nos fez viajar no tempo e imaginar uma cidade que hoje repousa silenciosa em meio a natureza.

 Creio que apesar do pouco tempo que passei em Antalya, tive a feliz oportunidade de conhecer suas lindas praias, sua tranqüilidade, beleza e hospitalidade, e além disso viajar a milhares de anos no passado pelas galerias, pátios e na vida cotidiana das pessoas que deixaram seu legado eterno em Perge.

E como não podia deixar de ser, nosso guia Kan se despediu com um famoso poema de Nazim Hikmet (traduzido abaixo) que me deixou com aquele sentimento no coração que nós brasileiros costumamos chamar de “saudade”.

O mar mais bonito é aquele que ainda não navegamos,

O mais bonito dos nossos filhos é aquele que ainda não cresceu,

Os nossos dias mais bonitos ainda não vivemos,

Aquilo que eu gostaria de dizer de mais bonito ainda não disse…

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