Um sonho na Terra Santa!


Um certo dia a beira mar, apareceu diante de mim um panfleto de Israel e naquele momento, como que por milagre, um sopro divino me fez sonhar em conhecer a terra santa. Eis que desta forma, alguns meses mais tarde o sonho já era realidade e aquilo que antes parecia tão distante passou a estar ao alcance da minha visão.

A terra de Israel, conhecida em hebraico como Eretz Israel, é sagrada para o povo judeu desde os tempos bíblicos e a sua etimologia é sugerida na passagem do Genesis 32:28, na qual Jacó luta contra um anjo de Deus e o vence, após o que recebe de Deus o nome de Israel. O nome conteria, assim, o significado para a realização de um pacto entre Deus e Israel, mantendo a memória e identidade do povo através dos tempos, e definindo as regras de sua relação com o divino.

Israel é o único país no mundo onde a vida gira em torno do calendário hebraico e o dia oficial de descanso é o sábado, o shabat: e foi justamente num sábado de sol que a minha viagem começou na cidade de Haifa, com o Monte Carmelo, a esquerda, e a paisagem do Mar Mediterrâneo com algumas comunidades rurais, a direita, ao longo do percurso de 2 horas até chegar em Jerusalém.

Ha cerca de 90 quilômetros ao sul de Haifa encontra-se a moderna cidade de Tel Aviv com seus arranha-céus e apartamentos que chegam a custar alguns milhões de dólares, além de alguns dos principais centros de pesquisas e desenvolvimento tecnológico como a Microsoft, IBM, Cysco, etc.

Esta Tel Aviv moderna e pujante possui um clima descontraído e jovial que atrai milhares de turistas em busca de um lugar ao sol nas suas belíssimas faixas de areia.

Apesar da vontade de ficar por ali mesmo em Tel Aviv, o intuito principal desta viagem era conhecer Jerusalém, a cidade santa dos judeus, cristãos e muçulmanos e uma das mais antigas cidades do mundo que, apesar de ter somente 0,9 quilômetros quadrados, abriga simplesmente os mais importantes pontos religiosos da terra santa.

A cidade que já foi destruída, atacada, capturada, recapturada e ainda hoje é motivo de disputas entre grupos religiosos, surge no horizonte com sua paisagem monocromática e seu clima seco que evoca um sentimento de exultação do espírito e curiosidade. Jerusalém, que primeiramente foi chamada de “Orshalem” (Cidade da Paz) pelos cananeus ha 5000 anos atrás, teve seu nome modificado para “Yuroshalime” pelos judeus, logo por “Orshamam” pelos faraós, depois para “Herosulima” pelos gregos e romanos e finalmente para “Jerusalem” pelos francos.

A minha visita a cidade começou no alto da colina da Universidade de Jerusalém, um mirante caracterizado pela vista panorâmica da Cidade Velha murada e os quatros bairros que compõem esta parte da cidade: armênio, cristão, judeu e muçulmano, cada um com seu estilo e ambiente característicos.

Lá de cima a Cidade Velha apresenta-se rodeada pelas impressionantes muralhas (restauradas no século XVI) e as oito portas que permitem o acesso ao seu interior: a Porta Nova, a de Damasco, a de Herodes, a de São Estevão, a dos Magrebíes, a de Yaffa, a de Siom e a Porta Dourada, fechada desde o século XVI.

Após uma longa explicação histórica e cultural do guia que acompanhou o meu grupo nesta viagem, avistamos a cúpula da rocha, considerada um santuário e altar por Abraão, Jacó e outros profetas e lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé).

Logo em seguida, descemos de ônibus até a entrada da porta de Yaffa, onde começamos a visita pelo Muro das Lamentações ou Al Buraq: o Muro que rodeia a mesquita de Al Aqsa a oeste, é uma parte indivisível do santuário. Denominado Muro das Lamentações pelos judeus, que acreditam que o “Al Haykal” foi construído nesse mesmo lugar por Herodes no ano 18 a.C. e posteriormente destruído por Titus no ano 70 d.C. Este é o lugar mais sagrado para os judeus onde eles se lamentam e oram a Jehová.

Em relação aos cristãos, a Igreja da Ressurreição (Al Qeyameh) construída pela Rainha Eliana em 335 d.C. é o lugar onde acredita-se que Jesus passou antes de ser crucificado. A Igreja é considerada como o lugar mais venerado pelos cristãos. Os judeus estão buscando o Al Haykal, construído por Salomão, especialmente nessa área.

Depois de uma breve parada no Muro das Lamentações, prosseguimos o passeio pela Via Dolorosa, hoje um caminho repleto de lojas, restaurantes e becos. Neste ponto da visita, mais exatamente em frente a VII estação, tive a sensação de estar sendo pisoteada por uma multidão enfurecida. Eis que ao chegar no entroncamento de dois becos, uma multidão de pessoas ficou bloqueada sem poder se mover para lado algum; em meio aos choros de um grupo de crianças que voltava da escola, a falta de educação de alguns peregrinos que empurravam para tentar passar e os moradores locais e proprietários das lojas que tentavam organizar a “muvuca”, senti na pele a aflição e o nervosismo de andar pela Via Dolorosa.

Passado o susto e a agonia do ocorrido, continuamos nosso passeio até chegar ao Santo Sepulcro, considerado um dos locais prováveis da Gólgota, onde Jesus foi crucificado e ponto de peregrinação de cristãos de todo o mundo nos últimos dois mil anos.

Antes de sair da cidade murada, ainda tive um tempinho para comprar umas lembrancinhas para a família, incluindo pequenos frascos com água, terra e óleo da terra santa, além de experimentar um delicioso húmus, um prato típico feito com grão de bico e pasta de gergelim.

E como não podia deixar de ser, no fim do dia, depois de varias emoções e aventuras em terras santas, voltei a Haifa com a companhia da lua cheia e das estrelas divinas que iluminavam o caminho , com a certeza de que os sonhos são pequenos presentes de Deus.

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