E depois de alguns dias de muitas paisagens surreais e de ter realizado o sonho de conhecer o Salar de Uyuni era chegado o momento de seguir viagem, o voo de Calama para Santiago durou menos de uma hora e um dia de repouso em Santiago foi mais que suficiente para experimentar um ceviche no Pátio Bella Vista e seguir feliz e contente para a próxima etapa da aventura: conhecer Puerto Montt que fica a cerca de 1.45hs de voo ao sul do Chile. Ao chegar no aeroporto de Puerto Montt comprei logo a passagem do ônibus que leva até o centro da cidade (2.500 pesos chilenos, lembrando que os bilhetes devem ser comprados ainda na área de desembarque onde estão as bagagens) e em poucos minutos lá estava em frente ao porto da cidade que mais parece um vilarejo de pescadores abandonado em um canto perdido no gelado sul do continente. A não ser que você seja um grande fã dos pratos a base de salmão e a proximidade com o mar, a estadia em Puerto Montt é desnecessária, isso porque a 15 minutos dali (transporte coletivo a 800 pesos chilenos) encontra-se Puerto Varas, o jet set dos visitantes que vem para estas bandas a procura das melhores paisagens no mais completo estilo bávaro.
Sabe aquele cartão postal com uma cidade a beira do lago Llanquehue com o vulcão Osorno ao fundo e uma igrejinha no alto do monte? Pois esta é Puerto Varas, um pedacinho do paraíso que apesar de frio reserva muitas surpresas, a começar pela Casa Fischer, um B&B administrado por um casal super simpático que transformou sua própria casa no alto do monte em um cantinho aconchegante com uma vista sensacional do vulcão e do lago, ali no calor da lareira acesa todas as noite é possível fazer amizades, conversar e programar os passeios nos arredores da cidade, além é claro de testar os dotes culinários em uma cozinha exclusiva para os hóspedes.

Puerto Varas não chega a ser um grande centro turístico, mas é o lugar ideal para quem procura sossego e não se importa em subir e descer ladeiras e caminhar ou pedalar ao redor do lago ou simplesmente degustar um delicioso café ou chocolate quente em um dos cafés com uma vista maravilhosa.




E depois de uma conversa rápida com o Sr. Fischer que abriu o mapa do tesouro e mostrou as melhores opções de passeios era o momento de pegar a van coletiva e seguir até Frutillar (1.000 pesos chilenos) uma cidadezinha charmosa a cerca de 45 minutos de Puerto Varas que também carrega uma grande influência dos imigrantes alemães que colonizaram a região em meados do Século XIX.

O nome Frutillar vem de frutilla que significa morango em espanhol e assim nada mais justo que ao passar pela cidade o visitante se dê ao luxo de provar umas das tortas no mais tradicional estilo alemão em um dos restaurantes à beira do lago.


Outro atrativo muito importante em Frutillar é o Teatro del lago com sua estrutura arquitetônica em madeira que se destaca junto à paisagem natural dos vulcões Osorno e Calbuco como pano de fundo. O Teatro abriga as Semanas Musicales, o maior evento de música do país, e bem próximo a ele junto à orla do lago é possível respirar um certo ar musical e até mesmo inspirar-se em um piano ao ar livre.


No segundo dia em Puerto Varas o tempo não estava lá estas coisas e a neblina encobria a paisagem do vulcão Osorno, por isso a melhor opção do dia foi a visita aos Saltos de Petrohue que ficam no Parque Nacional Vicente Perez Rosales a cerca de 60 quilomêtros de Puerto Varas. Para se chegar aos Saltos dá para alugar um carro ou ir de van coletiva a qual passa no centro de Puerto Varas e já de quebra no caminho para chegar aos saltos é possível aproveitar a paisagem que tem sempre o vulcão Osorno em destaque.

A visita ao parque dos saltos Petrohue é gratuita e através das passarelas ao longo do rio é possível caminhar pelos saltos de cor esmeralda e embrenhar-se em meio ao verde. Há também opções de passeios de barco para conhecer os saltos mais de perto, porém naquele dia o lago não estava para peixe e o frio não era muito convidativo para entrar na água.


No último dia em Puerto Varas o intuito era ver os pinguins em seu habitat natural em Chiloé (passeio de dia inteiro – 25.000 pesos chilenos), no entanto a agência de viagens não tinha o passeio para aquele dia e foi então que veio a brilhante ideia de fazer o percurso todo de ônibus, táxi e até mesmo a pé se fosse preciso. Foi então que começou a saga divertida que incluiu uma van coletiva de Puerto Varas- Rodoviária de Puerto Montt (800 pesos chilenos), ônibus Puerto Montt-Ancud (4.000 pesos chilenos), táxi Ancud-Baía de Puñihuil (35.000 pesos chilenos) e finalmente o passeio de barco para a ilha dos pinguins (7.000 pesos chilenos). A viagem em si para chegar até Ancud foi bem tranquila, mas o problema maior foi ao chegar lá quando a única opção do dia seria um táxi para chegar até a Baía de Puñihuil (local de onde partem os barcos para avistar os pinguins de Magalhães, vindos da Patagônia, e os pinguins de Humboldt que chegam da costa peruana e chilena).

O taxista era muito doido, fazia ultrapassagens perigosas e não avisou que para fazer o passeio é preciso reservar o barco com antecedência ou corre-se o risco de não conseguir lugar. E foi quase isso que aconteceu, chegamos nas pinguineras (nome que os locais deram à baía de onde partem os barcos) por volta das 13hs e por sorte ainda conseguimos um lugar no barco das 17hs (última saída-, diga-se de passagem). Como tinha tempo sobrando pedi ao maluco do taxista para fazer um passeio pelos arredores e ele de bom coração foi até uma praia distante e fez uma parada num pequeno museu marinho que a julgar pelo abandono não recebia visitantes a mais de uma década.




Apesar destes pequenos contratempos gostei muito da paisagem e o dia estava maravilhoso, ensolarado e propício para visitar o grande atrativo do dia: os simpáticos pinguins. O passeio começa na beira mar quando um carrinho vem até a beira da praia buscar os visitantes e levá-los confortavelmente até dentro do barco sem ao menos molhar os pés. Em seguida o barco parte para uma pequena ilha onde concentram-se milhares de pinguins, aves e até leões marinhos que podem ser avistados bem de pertinho nos rochedos em um passeio que dura cerca de 40 minutos. Segundo o guia que nos acompanhou, a melhor época para avista-los vai de setembro a março, período este em que eles permanecem na ilha para acasalamento e reprodução.





O arquipélago de Chiloé vai muito além do atrativo dos pinguins, ele é constituído por cerca de 30 ilhas sendo as comunas de Castro e Ancud as maiores e ponto de partida para os visitantes. Nas ilhas, em meio a uma paisagem rústica e rural, encontramos um conjunto de igrejas construídas durante as missões jesuíticas e franciscanas no arquipélago que são reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade por suas características arquitetônicas.

E depois de um dia repleto de aventuras e descobertas era chegada a hora de fazer todo o percurso de volta à Puerto Varas e voltar ao aconchego da Casa Fischer para a última noite antes de voltar para casa com as imagens deste pedacinho do paraíso gravadas eternamente na mente.
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Conheçi esse lugar em 2914….maravilhoso!!! Nunca esquecerei. Tbm me hospedei na Casa Fischer!