Aprendizado em Munique – Parte 1


Depois de algum tempo sem escrever, eis que aqui estou novamente para satisfazer a curiosidade dos meus leitores sobre os caminhos que venho seguindo nos últimos tempos. Pois então deixe lhes contar que aqui estou em Munique na Alemanha, estudando e tentando aprender um pouco do idioma. Depois de uma semana de curso intensivo eu ainda me pergunto se um dia conseguirei falar fluentemente este idioma, mas ai quando lembro que o processo com os outros idiomas seguiu este mesmo caminho começo a me conformar e entendo que isso levara um certo tempo para acontecer. Como na natureza, tudo tem seu tempo para ser plantado, germinar, crescer e frutificar e a vida segue o mesmo caminho, por isso mais uma vez me encontro fazendo um intercambio, morando com uma família alemã e participando dos acontecimentos desta cidade que esta em um período fervoroso que antecede o outono e a mundialmente famosa Oktoberfest.

E não é pra menos, a cidade de Munique que fica na região da Bavária, possui um povo muito alegre que adora curtir os dias ensolarados nos  diversos parques e áreas verdes da cidade, alem de aproveitar para comer, beber e divertir-se nos tradicionais Biergarten (jardins da cerveja).

Longe de ser uma cidade grande e repleta de atrações, Munique recebe milhares de turistas todos os anos em busca de diversão e milhares de litros de cerveja, embalados por danças e musicas típicas desta região da Bavária.

Hoje, um domingo ensolarado e convidativo, fui dar uma volta no centro da cidade e no calçadão entre a Marienplatz e a Johsephplatz haviam milhares de turistas e moradores locais aproveitando as barracas de exposição de produtos ecológicos produzidos na região, alem de exposições artísticas e musicais.

Uma das barracas me chamou a atenção porque apresentava vários caixões decorados com o titulo: “a sua ultima moradia”, uma espécie de conscientização para a construção de cemitérios ecologicamente corretos que não poluam o meio ambiente.

Em uma outra barraca, aproveitei também para experimentar um suco grátis de Johannesbeere (uma espécie de amora muito apreciada na fabricação de geléias, bolos e doces), depois ouvi um pouco de musica bávara com a banda que estava tocando em pequeno palco da Praça e em seguida entrei em uma loja para ver os diversos modelos de Dirndl e Lederhose, os modelos tradicionais das roupas usadas pelos bávaros no seu dia-a-dia e um dos símbolos da Oktoberfest.

As lojas exibem em suas vitrines milhares de modelos a preços que variam de 40 a 200 euros, dependendo do tecido e da elaboração de cada um.

A vestimenta masculina é composta por uma calça ou calção feito em couro com camisa e uma espécie de meia cortada que cobre somente a região da panturrilha. Já o traje feminino é composto por um corpete, uma blusinha, uma saia e um avental, além é claro dos acessórios que não podem faltar na hora de compor o look da festa.

Agora o interessante é que o traje tem seu significado e é sempre bom saber disso antes de sair por ai desfilando seu Dirndl, seja aqui em Munique ou nas diversas outras Oktoberfests pelo mundo.

Um Dirndl é um tipo de vestido tradicional utilizado na Baviera, Liechtenstein, Áustria, e Tirol do Sul, baseado na vestimenta histórica dos camponeses alpinos. Os vestidos que são vagamente baseados no Dirndl são conhecidos como Landhausmode.

Nos dialetos do sul da Alemanha (bairisch), Dirndl originalmente se referia a uma mulher jovem ou uma menina, e Dirndlgewand se referia ao vestido dela. Atualmente, Dirndl pode se referir tanto a uma jovem quanto ao vestido. A colocação do nó do avental é, por vezes, um indicador do estado civil da mulher. Quando isto ocorre, um nó amarrado no lado esquerdo da mulher indica que ela é solteira, e um nó amarrado à direita significa que ela é casada ou comprometida, e um nó atado na parte de trás significa que a mulher é viúva.

O Dirndl surgiu como uma forma mais resistente de traje que se tem atualmente; o uniforme de funcionárias austríacas no século XIX (Dirndlgewand, que significa “vestido de empregada”). Formas simples em cores lisas ou xadrez foram também usadas pelas trabalhadoras e, originalmente cada aldeia tinha seu próprio estilo e ornamentos. As classes mais altas austríacas aprovaram o Dirndl como alta moda na década de 1870 e hoje eles variam em cores, estilos e preços.

Como ainda faltam alguns dias para a Oktoberfest começar e eu ja tenho o meu Dirndl, so me resta continuar a saga nos livros de estudos e descobrir novos caminhos e histórias nesta cidade…

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Uma resposta para “Aprendizado em Munique – Parte 1

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