Budapeste e a língua que se respeita


Dizem que quem lê viaja, e se a recíproca for verdadeira, então quem viaja estaria fazendo uma releitura?! Esta portanto seria uma releitura do cantinho da viagem pelo leste europeu na cidade de Budapeste, esta que serviu de enredo para o livro homônimo de Chico Buarque onde seu personagem Costa mostra seu enfeitiçamento pela língua húngara em um jogo duplo com seu fascínio em ter seus escritos publicados. A língua húngara, diga-se de passagem, é tão incompreensível e sisuda como o próprio povo húngaro que descendem das tribos bárbaras Magiares da Ásia central que falavam o idioma babilônico e eram dotados de um espírito rebelde, daí a afirmação poética de Chico Buarque em seu livro que o idioma húngaro “segundo as más línguas é a única língua que o diabo respeita.” 

A capital da Hungria é dividida em dois lados pelo rio Danúbio: Buda e Peste (quanta criatividade). Do lado Buda encontramos: o Palácio Real no alto de uma montanha com uma vista sensacional da cidade, do rio e da Ponte das Correntes, além do Museu de História, a Galeria Nacional e o Bastião dos Pescadores, uma construção com 7 torres representando as 7 tribos magiares que fundaram o país. Para subir até o palácio dá para pegar um bondinho (6 euros ida e volta) ou um tour com uma mini van que faz 4 paradas ao longo do caminho para visitar os atrativos.

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Vista do lado Peste do alto do Palácio Real, Budapeste, Hungria.

Do lado Buda ainda dá para visitar a estátua da liberdade no alto da colina e o museu militar que fica bem próximo à ponte das correntes. Depois de visitar o palácio em um dia quente de primavera nada mais justo que provar um prato típico húngaro em um restaurante bem tradicional e com ótimo-custo benefício: O Restaurante Ildiko que fica a poucos metros da saída do bondinho ao descer do palácio.

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Paprikás no restaurante Idilko, Budapeste, Hungria.

 Já do lado Peste, no centro da cidade, encontram-se: o Museu de Belas Artes, o Palácio das artes, o parlamento, a grande sinagoga e o museu judaico. Aliás nesta parte da cidade podemos encontrar boa parte da história dos judeus que viviam neste gueto na região entre as ruas Kiraly, Erzsebet e Dohany isolados do resto da cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Ali também à beira do rio Danúbio bem em frente ao parlamento encontramos o Memorial dos sapatos em bronze que recordam as vítimas do nazismo que eram obrigados a tirar os sapatos antes de serem mortos e jogados no rio pelos nazistas. Hoje as redondezas do bairro judeu são muito animadas e repletas de foodtrucks, albergues e pubs alternativos em prédios que estavam a tempos em ruínas. O Szimpla Kert é um dos mais famosos da região com vários ambientes e uma decoração super trash, uma mistura divertida e ao mesmo tempo impactante, além do Fogas uma discoteca com vários ambientes, opções de diversão e com entrada na faixa, só paga o que consumir.

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Decoração trash no Fogas @instaglobe, Budapeste, Hungria.

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Memorial dos Sapatos de Bronze, Budapeste, Hungria.

E como uma viagem merece também um pouco de relaxamento e descanso, nada mais justo que reservar algumas horas ou até um dia inteiro para aproveitar os banhos termais mais famosos de Budapeste, o Szechényi, as termas construídas em 1913 em estilo neo-barroco com suas 18 piscinas de águas termais entre 30 e 40ºC, além de saunas, cabines privativas à vapor, massagens e tratamentos de saúde (entrada de dia inteiro a 15 euros por pessoa com direito à armário para deixar os pertences enquanto aproveita as pisicinas e saunas do complexo).

Nos arredores das termas fica o Parque Városigled que foi construído para ilustrar os vários tipos de arquiteturas desenvolvidos ao longo da história húngara. Dentro dele há uma estátua do escritor anônimo que representa o autor do primeiro relato da história do povo húngaro, além do museu da agricultura e muitas exposições itinerantes. Se não quiser entrar nas termas ainda dá para relaxar de graça no parque em um dia de sol com muita grama e sombra fresca ou visitar o zoológico da cidade que fica bem ao lado das termas ou a praça dos heróis com seus monumentos gigantes em estilo greco-romano.

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Parque Városigled, Budapeste, Hungria.

O que comer: langos (que em húngaro significa chama), uma massa de pão frita e coberta com diversos recheios como uma pizza; goulash (a sopa feita com vegetais e carne bem cozida; Pörkölt and Paprikás (uma espécie de pasta em pedacinhos minúsculos servida com carnes ou cogumelos em molho); Kurtos Kalacs (um cone de pão caramelizado e assado em um rolo e servido com açúcar, especiarias ou com sorvete. Este doce surgiu na região da Transilvânia e se disseminou pela Hungria.

Onde ficar: Hostel Wombats fica na rua Kiraly na zona vital dos pubs, bares e da vida noturna da cidade. Possui opções de quartos individuais e compartilhados e tem uma atmosfera super descontraída a poucos passos da ponte e do castelo de Buda (Kiraly, 20, estação metro Derek Ferenk).

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