Uma visita à Ilha de Itaparica


…Bahia terra da felicidade, eu andava louca de saudade….

Foi assim parafraseando os versos de Dorival Caymmi que voltei a Salvador para mais um carnaval daqueles regados a muito axé e boas energias desta terra repleta de sabores, sorrisos e praias encantadoras.

Só que desta vez o intuito era conhecer a ilha de Itaparica, uma das maiores da Baía de Todos os Santos e onde a tranquilidade impera ao som do mar e o balanço das ondas nos finais de tarde ensolarados.

Para chegar até lá desde Salvador é preciso pegar um barco em frente ao Mercado Modelo (R$ 7 por pessoa até Vera Cruz com saídas de 30 em 30 minutos até as 18:30hs) e ao chegar do outro lado da Baía passar pelo centrinho de Vera Cruz e aproveitar para fotografar seu maior patrimônio arquitetônico, a igreja do Nosso Senhor de Vera Cruz. 

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Embarcações saindo de Salvador para Vera Cruz.

Logo na saída do terminal marítimo há serviços de van coletivas que levam até o centro histórico de Itaparica (R$ 5,00 por pessoa) ou táxis (R$ 15-20) em uma viagem de cerca de 20-30 minutos. Ao chegar ao centro histórico de Itaparica a sensação é de voltar no tempo ao caminhar pelas ruas estreitas de paralelepípedo cercadas de casinhas coloridas no mais tradicional estilo português. Apesar do centro não estar muito bem conservado e não dispor de muita infra-estrutura para os visitantes não há como deixar de se envolver pela pacacidade do lugar e a beleza da beira-mar enquanto a maré sobe e transforma a orla em uma piscina de águas quentinhas.

praia forte

Praia do Forte Itaparica, bem próximo ao centro histórico da ilha.

A ilha possui mais de 40 quilômetros de praias, uma vista deslumbrante de frente para a capital baiana, a famosa Fonte da Bica (a única à beira-mar no Brasil, construída em 1842 por José Felipe do Nascimento com sua “água fina que faz velha virar menina”, oficializada como estância hidromineral em 1937 e localizada próximo à Marina), além de opções de mergulhos para observar a vida marinha principalmente nas praias de Ponta da Areia, Manguinhos, Porto Santo e Gameleira e os recifes de corais denominados  “Recifes das Pinaúnas”,  os quais se prolongam desde as praias de Bom Despacho a Cacha Pregos. Já na praia de Mar Grande estão os cartões postais da Ilha por ser esta uma das mais bem estruturadas da região, com restaurantes, quiosques de comidas típicas, os coqueirais e a areia clarinha contrastando com o mar esverdeado.

fonte da bica

Fonte da Bica em Itaparica bem próxima à Marina.

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Casario do centro histórico de Itaparica.

Se não bastasse toda essa beleza, existe ainda uma ilha dentro Itaparica chamada Ilha do Medo,  que carrega certas lendas do passado que a ligam diretamente aos despachos de Candomblé, aos soldados indisciplinados que acabavam morrendo por lá e até mesmo histórias de que por lá havia areia movediça. Histórias a parte, a ilha faz parte da Estação Ecológica Ilha do Medo, e está a mais de três quilômetros da ponta da Ilha de Itaparica.

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Beira mar de Itaparica

Itaparica tem se transformado em um reduto de turistas de diversas partes do mundo que aproveitam a passagem por Salvador para passar um dia ou mais neste pedacinho do paraíso baiano. E ao entardecer, depois de aproveitar ao máximo o mar da ilha era hora de voltar ao Pelourinho para conhecer o Bar Cravinho, fundado entre as décadas de 80 e 90 e  instalado em um casarão do Terreiro de Jesus, o coração do Pelô, serve diversas infusões (misturas de ervas com cachaça) entre elas o carro chefe que dá nome à casa feito com cachaça, mel, cravo e limão, além de pratos tradicionais e um delicioso bolinho de bacalhau.

cravinho

O famoso Cravinho do Pelô (Fonte: Correio da Bahia)

Digamos que esta foi a maneira perfeita para matar a saudade da Bahia e ainda fazer amizades com locais e visitantes que compartilham a arte de viajar e as belezas da vida.

Dica de passeio: muitos turistas optam em conhecer Itaparica de escuna e aproveitam para passar algumas horas na Ilha dos Frades, com seu formato de estrela de 15 pontas com uma praia em cada ponta. Esta ilha leva esse nome por causa de uma lenda (ou realidade, não se sabe), de que dois frades foram mortos por índios tupinambás, enquanto tentavam catequizá-los (O passeio de dia inteiro custa R$ 50 por pessoa e sai às 09:00 do terminal de Salvador).

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