Argentina

Descubra a magia de Bariloche


As mudanças climáticas parecem ter alterado também o ritmo das montanhas de Bariloche que neste ano receberam as primeiras nevascas já no início do mês de maio. E por sorte, tivemos a oportunidade de conhecer este destino encantador que oferece aventura, paisagens deslumbrantes e delícias gastronômicas no feriado de Corpus Christi.

O destino de Vuriloche (gente do outro lado da montanha), como era chamado pelos mapuches que habitavam o lado leste da Cordilheira dos Andes, hoje é um destino turístico muito procurado, principalmente nos meses de inverno, para a prática de esportes e lazer na neve.

Um dos passeios mais recomendados para quem chega à cidade é o Circuito Chico (duração 4hs), um passeio panorâmico para conhecer os principais atrativos da cidade, começando em San Carlos de Bariloche pela Av. Ezequiel Bustillo, uma estrada pavimentada e sinuosa que margeia o Lago Nahuel Huapi até chegar ao sopé do morro do Campanário. Neste local existe um teleférico que leva ao cume (1050 m), um mirante natural, ideal para apreciar uma das mais belas e fascinantes vistas da região (bilhetes de subida e descida 3.000 pesos). O passeio inclui ainda uma vista panorâmica da Ilha Victoria, do Hotel Llao Llao, visita à Capela de San Eduardo e à fábrica de produtos feitos à base de rosa mosqueta, uma planta endêmica trazida pelos europeus e que hoje é muito apreciada para a confecção de produtos para tratamento da pele, além de chás e infusões.

Durante o passeio ao Circuito Chico o clima estava agradável, mas de repente começou a chover e as nuvens encobriram toda a paisagem e acabamos voltando ao centro de Bariloche para aproveitar a tarde e visitar o Museu do Chocolate da Havana (entrada 3.000 pesos que são convertidos em compras na loja). O museu conta a história da origem do chocolate com os povos maias no México até chegar à mesa do consumidor em forma dos mais deliciosos doces fabricados por Aldo Fenoglio e Inés Secco, um casal de imigrantes italianos que vieram de Turin para Bariloche e inauguraram uma das primeiras Confeitarias e Chocolaterias da região chamada “El Tronador”.

O nome Tronador vem da palavra espanhola trovão e se refere à montanha mais alta de Bariloche, onde é possível ouvir o som das geleiras se quebrando. E foi o passeio ao Cerro Tronador (duração de 8hs) que fizemos no dia seguinte quando o sol resolveu aparecer logo cedo. Saímos do centro de Bariloche pela famosa rota 258 que percorre as margens do lago Gutiérrez, seguimos o trajeto passando pelo rio Pilmaiquén e o ribeirão Melgarejo até chegar ao Mirador do Lago Mascardi, conhecido por sua pequena ilha em forma de coração, onde fizemos uma parada e já começou a cair os primeiros flocos de neve. À medida que avançamos a viagem, chegamos na Rota Nacional 254, estrada para o Cerro Tronador (como o Cerro encontra-se na área de preservação do Parque Nacional Nahuel Huapi o custo da entrada é de 15.000 pesos pagos na entrada do parque).

Após cruzarmos a ponte sobre o Rio Manso chegamos a Pampa Linda onde fizemos uma pequena pausa para o almoço no Camping Los Vuriloches e aproveitamos para nos aquecer à beira de uma lareira enquanto a paisagem lá fora se cobria de branco. Quase no final da estrada, e uma vez que atravessamos uma floresta repleta de árvores com muitos musgos verdes (barba de velho), alguns cavalos e bois passeando à beira da estrada, chegamos à geleira glacial do Río Manso, comumente chamada de Ventisquero Negro. E a cereja do bolo nos esperava ao final do passeio, ao pé do monte Tronador, formado por seus três picos: Argentino, 3.554 m, Internacional, 3.554 m, e Chileno, 3.410 m. quando chegamos e tudo estava coberto de neve. Depois de saltar, rolar e se fartar de neve, voltamos ao hotel pelo mesmo caminho, agora com uma paisagem monocromática repleta de neve.

No último dia da viagem aproveitamos a manhã de sol para passear à beira do Lago Nahuel Huapi e conhecer a Catedral de San Carlos de Bariloche, construída em pedras e dedicada à Nossa Senhora do Lago Nahuel Huapi. A catedral fica em frente ao lago e ao longo da costa encontramos diversas estátuas de madeira dos “Puelches del Nahuelguapi“, que representam os antigos habitantes da costa Oeste e da Ilha Vitória, os quais navegavam pelo lago com suas “dalcas” (embarcações de tábuas).

Outro atrativo muito procurado em Bariloche é o Monte Catedral, o principal centro de esportes de inverno e competições de esqui da América do Sul. Sua altura máxima é de 2.388 metros. Desde a base existem vários meios de elevação que levam a abrigos no topo com vistas incríveis da cordilheira dos Andes e dos lagos Gutiérrez e Nahuel Huapi. Além dele, o Cerro Otto tem vistas deslumbrantes e uma confeitaria giratória localizada a 1.405 metros de altura (acima do nível do mar).

E antes de voltar para casa, nada mais justo que comprar alguns chocolates em uma das lojas mais charmosas da cidade: Mamuschka, uma chocolateria inspirada nas bonecas russas que oferece milhares de opções deliciosas de combinações de chocolates (noz e doce de leite, musse de chocolate, amendoim, e os premiados amêndoas, mel e canela, chocolate branco com rosa mosqueta e beterraba e cúrcuma e sementes de abóbora).

Onde ficar: Bariloche possui diversas opções de hospedagem, mas uma dica especial é escolher um hotel com vista para o lago e um pôr-do-sol inesquecível. Durante esta viagem nos hospedamos no Hotel Tres Reyes que tem uma infraestrutura maravilhosa com uma área de lazer super aconchegante de frente para o Lago Nahuel Huapi. O café-da-manhã do hotel é simples, mas muito saboroso e, apesar de não ter um restaurante aberto para o jantar, há um bar super estiloso que serve vinhos e petiscos a preços super convenientes.

Onde comer: uma dica para quem está no centro de Bariloche e deseja saborear o prato típico da região, a truta, é passar no Restaurante Linguini que possui opções de pratos italianos e a super leve e saborosa Truta ao limão (13.000 pesos o prato individual). Ou então saborear um delicioso fondue de queijo no Fondue Club Bariloche (32.000 pesos para 2 pessoas).

Como se locomover: O centro da cidade de Bariloche pode ser percorrido a pé, no entanto os principais atrativos (cerros e miradouros) são acessíveis somente através de meios de transporte. Por ser uma região montanhosa, no inverno é aconselhável contratar um serviço de transporte credenciado em agências para evitar problemas nas estradas. Durante a subida ao Cerro Tronador percebemos vários carros encalhados devido à falta de equipamentos adequados para a subida durante a nevasca. Os serviços de táxis do aeroporto ao centro da cidade funcionam com taxímetro e a média de preço é de 12.000 pesos, enquanto que o passeio ao Circuito Chico custa em torno de US$ 15-20 e o Cerro Tronador US$ 45-50.

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