O nosso cantinho recebeu esta semana um relato de viagem mais que especial da Kalynara, uma brasileira super corajosa que decidiu ir sozinha visitar o Afeganistão. Uma história que nos traz um olhar real e inspirador sobre um país massacrado pelo regime Talibã e conhecido mundialmente pela sua periculosidade, mas que no fundo revela um povo acolhedor e crianças com rostinhos cheios de esperança.
Uma brasileira viajando sozinha pelo Afeganistão
Em meados de 2011 surgiu uma vontade enorme de visitar o Casaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Azerbaijão (este último visitei em 2017). Entrei em contato com as embaixadas destes países, uma vez que os brasileiros precisavam de visto e não tínhamos uma representação diplomática destes países no Brasil. O processo de visto estava um tanto confuso, mas foi então que li o livro “O Caçador de Pipas” sobre o Afeganistão e achei a história absolutamente emocionante!

Inspirada no livro, contatei a Embaixada do Afeganistão nos Estados Unidos que me orientou a contatar a organização americana Afeghans4Tomorrow. Para minha surpresa, foram extremamente solícitos e uma americana que atua na organização me canalizou o contato para o guia Najibullah Sedeqe, a quem ela atribui extrema confiança. Meu contato com ele foi super leve, ele mostrou o melhor de seu país que, embora pobre, tem crianças extremamente respeitadoras. Todas elas lhe cumprimentam com Salam em respeito aos adultos. Ao entrar nas salas de aula da escola cuja organização americana dá suporte, todas elas se levantam com gentileza para nos cumprimentar.
Pois bem, o visto solicitado na Embaixada americana também estava confuso, mas Najibulah, durante 6 meses, não deixou de me encorajar, até que tive a ideia de contatar a Embaixada do País na República Tcheca que prontamente me atendeu. Como eu tenho uma amiga que mora lá, enviei-lhe meu passaporte e Jana Havlova se encarregou de providenciar o visto para mim. Confesso que meu coração palpitou porque meu passaporte só regressou 3 dias antes da viagem, realizada via Dubai.

Ao chegar aos Emirados Árabes, havia uma legião de iraquianos hospedados numa convenção de odontologia que estava acontecendo no país. O atendente do hotel me reforçou que muitas pessoas que passavam por ali vão ao Afeganistão e que era muito comum viagens ao país. De fato, ao tomar meu voo, a comissária escocesa foi muito receptiva e me tranquilizou sobre a viagem no qual vi também uma mulher australiana, outra parisiense, enfim, mulheres viajando para ações humanitárias, sem feições de terror.

Cheguei ao aeroporto e já havia sido informada por Najibullah que ele iria guiar uma americana e que havia designado Wasim, seu funcionário, para me dar suporte… e foi perfeito! Wasim era extremamente gentil, temente a DEUS, respeitador e me contou inúmeras histórias que passou com o Talibã.
Não vi nada de anormal no país. É claro que vemos pobreza, talvez alguém querendo aumentar um preço aqui, outro ali nos produtos por verem que você é de fora, mas enfim, meus 7 dias afegãos transcorreram com muita normalidade. Até comi pizza por lá (eles comem muito carne de carneiro, o que não me atrai).
Visitei vários pontos turísticos, entre eles, a Galeria Nacional, os Jardins de Babur, o vilarejo de Istalif (tadjique), Mausoléu de Timur Shah, Palácio Darul Aman, além de um clube de golfe e o local onde as crianças costumam ir de toda a cidade para soltar pipa.
Adicionalmente, visitei os comércios e cada lugar citado no livro que já fora mencionado. Tive a oportunidade de ir à famosa livraria Kabul Bookseller, cujo proprietário teve sua vida exposta no livro “O livreiro de Cabul” e que escreveu, em revanche, “Eu sou o livreiro de Cabul”. Lá, seu filho me atendeu e me vendeu um exemplar em português do livro por 20 Dólares. Achei incrível ele ter o livro em nossa língua!
Para finalizar a viagem, as escolas que visitei, ajudadas pela organização americana que me deu suporte, me trouxeram inúmeros conhecimentos. Crianças pobres, mas com seus rostinhos bem tratados, humildes, educadas e respeitadoras. Fiquei encanta com uma menininha de aproximadamente 5 anos que vi. Queria adotá-la, mas no Afeganistão é impossível. Eles não permitem!

Escutei grandes histórias sobre o Talibã (muitas aterrorizantes), tive um guia maravilhoso, fui confundida com jornalista… é um país de história encantadora, mas recomendo ir somente a Cabul, Herat ou Mazar-i-Sharif com um guia indicado pela Embaixada, uma vez que você nunca sabe se é uma pessoa de bem ou um Talibã que está por trás daquelas roupas “pashtuns”. Eu dei sorte em conhecer pessoas incríveis e ter momentos de profundo conhecimento numa das culturas mais fechadas que já vi!

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Para saber mais sobre o Afeganistão sugerimos a leitura dos livros: O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini, O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad, Eu sou o livreiro de Cabul de Shah Muhammad Mais, Eu sou Malala de Malala Yousafzai, além do filme Osama que narra a história de uma jovem menina e sua mãe viúva no período do Talibã.
IMPORTANTE!!!
No ano de 2021, o Talibã retomou o poder no Afeganistão. Por isso, atualmente a visita de turistas neste país é totalmente desaconselhada. No entanto, a operadora de turismo inglesa – Untamed Borders, para garantir que as pessoas possam conhecer as belezas e ainda ajudar os guias de turismo profissionais e algumas instituições educacionais do país, criou um tour virtual (em inglês com preços a partir de US$ 60).
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Oiii! Nossa fiquei super feliz de saber que uma Brasileira foi sozinha!!
Eu tenho vontade de conhecer o Afeganistão desde 2008!! Mas infelizmente nunca tive coragem e informações concretas!! Você tem o insta ou contato da Kalynara? Gostaria de pegar dicas com ela!!
Obrigada
Bjos