Paris com gostinho de quero mais…


Há vários dias venho buscando inspiração e as palavras certas para descrever a minha primeira impressão ao visitar a cidade luz e suas multifaces, no entanto com o passar dos dias percebi que nem sempre a primeira impressão é a que fica. E eis que apesar de ter passado pouco mais de dois dias em Paris e ter chegado em um dia chuvoso, sinto como se já a conhecesse há muitos anos.

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Talvez seja essa a mesma impressão que acompanha milhares de turistas que flanam pelos seus jardins, praças, museus, cafés, catedrais, pontes, etc, e depois voltam para casa e sentem aquela nostalgia e a vontade de voltar muitas outras vezes. Pois bem, este é o sentimento que tenho a compartilhar sobre Paris, pois em um entardecer de um dia chuvoso de outubro, cheguei aos pés da Torre Eiffel toda iluminada. Ela que foi construída em 1889 (apenas para uma exposição mundial de artes, arquitetura e tecnologia) foi a princípio desaprovada pelos parisienses e deveria ter sido desmontada ao final da exposição, caiu nas graças do povo assim que ficou pronta e hoje seria impossível imaginar a cidade sem ela.

Da mesma forma que não há como imaginar Paris sem seu cartão postal, não há como deixar de conhecer e aproveitar suas amplas avenidas, seus palácios, catedrais, pontes, cafés, crepes, artistas e seu clima que inspira o savoir vivre (saber viver).

Depois de ver, rever e fotografar a torre dos seus mais diversos ângulos, eis que eu já estava pronta para pegar o metrô e procurar um teto para dormir. Seguindo as indicações dos leitores do blog Conexão Paris, decidi ficar no albergue da rede Mije bem pertinho do Boulevard Saint Germain e, apesar do quarto ser bem pequeno e simples, a localização não podia ter sido a melhor. Ali pelos arredores encontra-se a famosa Universidade de Sorbonne com seus barzinhos e a vida noturna agitada do final de semana parisiense que convida a uma taça de vinho ou um simples passeio noturno pelas suas vielas. Sem contar que a poucos metros dali, justo a poucos passos do outro lado do Rio Sena, está a Catedral de Notre Dame e o Museu do Louvre.

notre

Depois de uma noite de sono tranquilo e até mesmo quente para o mês de outubro, logo bem cedinho sai para uma caminhada de descobertas pela cidade, começando pela visita à Catedral de Notre Dame, famosa pelo seu estilo arquitetônico gótico em tons escuros, sombrios e empoeirados, palco de muitos fatos do período da inquisição francesa e de alguns filmes como o Corcunda de Notre Dame. Apesar da sua importância histórica, eu particularmente não gostei muito do ar pesado no interior da catedral e por isso acabei fazendo somente uma passagem rápida e continuei minha caminhada até o pátio do Museu do Louvre, onde milhares de pessoas aguardavam a abertura das portas da entrada para uma visita nos seus salões repletos com as maiores e mais impressionantes coleções de esculturas, pinturas e objetos decorativos do mundo (como os quadros de Mona Lisa e a Vênus de Milo, além de trabalhos de Caravaggio, Rembrandt, Da Vinci e renomadas coleções de artefatos egípcios e gregos).

louvre

Como o meu tempo em Paris era muito curto deixei a visita para uma próxima vez e aproveitei para passear pela parte externa do Museu, igualmente impressionante, com sua famosa pirâmide de vidro e a esplanada imensa que são o pano de fundo para as mais lindas fotos.

Mais uma caminhadinha e lá estava eu na famosa Avenida Champs-Elysées (Campos Elísios), a vitrine parisiense onde se encontram as lojas de marcas famosas, os hotéis, as danceterias e os restaurantes mais cobiçados do mundo, sem contar a arquitetura dos edifícios que a compõem que como toda Paris é simplesmente majestoso.

E como não podia deixar de ser, logo lá no final da avenida estava o Arco do Triunfo, comissionado por Napoleão Bonaparte e o qual, segundo o próprio nome diz: é o símbolo do triunfo da França e dos seus exércitos, além de ser um complemento à paisagem de Paris.

Mesmo com a chuva torrencial caindo naquele dia, meus planos de visitar a cidade continuavam inabaláveis e a próxima etapa foi subir ao Trocadero para tirar fotos da Torre Eiffel de um dos pontos mais lindos da cidade. Digamos que o friozinho e a chuva acabaram sendo um motivo agradável para sentar-se em um café com ar condicionado aos pés da torre e relaxar ao som das gotas de chuva que davam um ar nostálgico à eterna Paris.

lafayete

Mas como a chuva insistia em cair, logo me apressei em conhecer a badalada Galeria Laffayete com seu edifício ricamente decorado e com suas lojas das mais famosas grifes do mundo. Lá no quentinho do ar condicionado, descobri que a grande maioria dos consumidores da galeria são asiáticos e o mais interessante, em cada loja há pelo menos um atendente que fala mandarim ou japonês, resumindo, tirando a beleza arquitetônica do lugar, nada mais me interessava ali, porém quando fui ao toilette dei de cara com uma paisagem deslumbrante do alto de Montmartre e não pensei duas vezes em sair da galeria e entrar na primeira ruazinha para seguir a pé até o alto da montanha dos mártires.

Lá em cima, na região de Montmartre, fica a lindíssima catedral de mármore branco de Sacre Coeur (Sagrado Coração) com uma das mais belas vistas de Paris e logo ao lado diversas vielas que levam até a famosa Praça de Montmarte onde diversos artistas pintam seus quadros ao ar livre, enquanto os turistas e locais aproveitam para degustar deliciosos queijos e vinhos nos cafés e restaurantes dos arredores.

sacre

artista

Digamos que este foi o momento mais esperado na minha visita à cidade, pois além de visitar a Catedral e me esbaldar pelas ruas de Montmartre, eis que encontro o famoso Café des Deux Moulins (15, Rue Lepic), o próprio café onde a atriz Audrey Tautou deu vida à personagem de Amélie Poulain no filme o fabuloso destino de Amelie Poulain.

cafe amelie

Antes mesmo de conhecê-lo tive a certeza que este seria um dos bairros mais característicos para o trivial “flanar” em Paris, já que ali é possível encontrar os mais diversos mercados, com os mais deliciosos e apetitosos produtos alimentícios, além de um cheirinho de quero viver ali pra sempre. Em meio a tantas opções de queijos, vinhos, macarrons e crepes, eis que os meus olhos se impressionam com a quantidade, variedade e excentricidade das ostras e conchas disponíveis em uma simples banca de pescados.

conchas

São por essas e outras que o meu bairro favorito de Paris certamente é Montmartre e, para concluir minha visita ainda desci até o pé da colina para ver o Moulin Rouge, o famoso cabaret com seu cata-vento de néon vermelho.

moulin

Na manhã de Domingo o sol resolveu aparecer e para minha sorte reencontrei uma amiga que mora em Paris e fomos mais uma vez caminhar pela cidade e aproveitar o meu último dia na cidade. Começamos pelo Boulevard Saint Germain onde eu estava hospedada, fomos visitar a Igreja de Saint German, tomamos um café em um dos típicos Cafés Parisienses onde muitos artistas surrealistas reuniam-se para discutir suas ideologias na Grand Époque e onde os garçons conservam seu estilo tradicional francês vestindo seus macacões azuis e boinas.

cafe

Ao circular pelas ruas do Boulevard naquela manhã de Domingo, pude sentir a tranquilidade dos parisienses que apreciam fazer compras na feirinha de produtos coloniais, sentir o cheirinho de pão recém saído do forno, além de visitar o atelier do artista Eugène Delacroix, um dos pintores mais importantes do romantismo francês (6 rue de Furstenberg,75006, Saint-Germain-des-Prés).

delacroix

Sem pressa e medo de ser feliz, passeamos pelos Jardins des Toulleries onde acontecia uma exposição de arte moderna com diversas obras expostas ao ar livre e fomos acometidas pela vontade de não fazer nada e simplesmente sentar ali, degustar um crepe e jogar conversa fora até o meio da tarde quando já estava mais que na hora de ao menos passar pelo Petit e Grand Palais antes de eu voltar para o aeroporto.

crepe

O Grand Palais é um grande salão de exibições que foi construído para a Exposição Universal de 1900, com o propósito de abrigar os grandes eventos artísticos da cidade. O seu impressionante teto de vidro tinha como objetivo manter o espaço iluminado por mais tempo, já que, na época da sua construção, a energia elétrica ainda não era tão difundida.

gran palais

Além de uma imponente fachada em pedra maciça, o Grande Palais impressiona também pelo seu teto arqueado, que é suportado por enormes vigas de ferro que lembram um pouco as vigas da Torre Eiffel.

Mas naquele dia a sua grandiosidade estava compatível ao tamanho da fila para visitá-lo e foi por isso que preferimos uma passadinha pelo Petit Palais, que abriga o Museu Parisiense de Belas Artes, com coleções que tem desde móveis do século XVIII a pinturas de Monet, Delacroix e muitos outros. A fachada do Petit Palais parece ser ainda mais elaborada que a do Grand Palais, com colunas em estilo romano, esculturas e um lindo pórtico em formato de arco, e o que é melhor: a entrada é grátis para as exibições permanentes, além de ter um jardim interno com um café super charmoso.

Depois desta visita não me bastava mais nada que despedir-me de minha amiga, atravessar a Ponte Alexandre III que é considerada a mais bela de Paris e que liga Les Invalides ao Champs Elysées e o Petit ao Grand Palais, apreciar as suas esculturas e estátuas de bronze que representam a aliança entre a França e a Rússia, dar uma última olhadinha na Torre Eiffel e pegar o metrô com destino ao aeroporto Charles de Gaulle onde meu final de semana de descobertas estava por terminar com um gostinho de quero mais, afinal de contas a primeira impressão chuvosa nem de longe foi capaz de apagar o brilho da cidade luz…

Albergue BVJ Quartier Latin

44, Rue des Bernardins, 75005

Tel: 00 33 143 293480

Metrô mais próximo: Maubert – Mutualité

Dica do melhor ângulo: para tirar a melhor foto da Torre Eiffel vá até a estação do metrô Trocadero, saída 1, subir a escada, andar alguns metros e ter a melhor vista da torre.

Se você pretende visitar os arredores de Paris, como Versalhes e Vale do Loire verifique os passeios com a Cityrama que tem opções de ônibus, vans e guias.

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3 Respostas para “Paris com gostinho de quero mais…

  1. Olá, tudo bem?
    Que legal, o meu irmão vai para Paris em fevereiro do ano que vem! :}
    Vou até mandar esse post pra ele, rs
    Paris parece ser lindo. Verdade, é quase que impossível imaginar como seria Paris sem a torre. Mas a cidade não se resume somente a ela e tudo lá parece ser mesmo muito lindo.

    Você ficou bem pertinho de tudo então, né? Lindo o café do filme e o da Torre. Lindos, deve ser tão bom que nem deve dar vontade de ir embora.

    Bom, deixa eu ir logo ao assunto, viajei aqui com seu post: trabalho com Marketing Digital, e não achei nenhum contato seu aqui, você poderia me mandar um e-mail ou algum contato seu pra eu te fazer uma proposta? :}

    Beijos!

  2. Pingback: Os segredos do Valentine’s Day (dia dos namorados) | VIAGENS PELO MUNDO·

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