Kotor


Para dizer a verdade eu nem sabia da existência de Montenegro até chegar lá, por um acaso do destino, durante uma viagem de cruzeiro.

Ao amanhecer o navio já estava atracado na Baia de Kotor, a cidade mais turística, medieval e bem preservada da Península Balcânica e, apesar da falta de informação sobre aquele lugar, não pensei duas vezes em pôr os pés em terra firme e me sentir em casa.

A cidade antiga localiza-se numa magnífica Baía do Mar Adriático, aos pés de uma montanha e cercada por uma muralha, resquícios de uma história turbulenta deste pequeno país que já pertenceu à República de Veneza e guarda diversos tesouros arquitetônicos como a Catedral de São Tryphon, o Palácio Drago, além de lagos, canyons, montanhas, as praias da Budva Riviera e o característico fiorde, único no mediterrâneo.

Sentindo-me praticamente no quintal de casa durante minhas andanças pela cidade, acabei entrando no jardim florido  de um morador local e ali tive a impressão de voltar no tempo de infância quando visitava meus avós no sul do Brasil naquele friozinho de inverno no aconchego de um fogão a lenha.

Memórias e andanças a parte, a cidade reflete em cada ruela um sentimento de paz e tranqüilidade dos moradores (certamente bem diferente dos períodos de conflitos vividos com a Sérvia) e convida a experimentar um prato típico dos Montenegrinos que por sinal é bem conhecido pelos brasileiros: a Kačamak (polenta), além de provar um trago de rakija, a tradicional bebida remanescente da vodka russa feita de uvas.

No caminho de volta do centrinho, onde estão a maioria dos cafés e restaurantes da cidade, encontrei alguns amigos que tinham acabado de voltar do alto da montanha e me convenceram a conhecer o Monastério Ostrog, uma verdadeira obra da engenharia humana e sua interação com a natureza, praticamente todo esculpido na montanha vertical e encravado no alto da cidade.

Para chegar ao monastério é preciso ter muito fôlego, pois a subida é bastante íngreme, porém a vista lá de cima é impressionante e vale muito a pena. E para conhecer um pouco mais aquele atrativo, aproveitei a oportunidade e me juntei a um grupo de turistas para ouvir as explicações do guia que revelou o local como um dos destinos cristãos mais visitados no planeta, onde perpetua-se a fé dos peregrinos em São  Basil – o santo ortodoxo dos milagres.

E milagre mesmo foi conseguir descer a montanha a tempo de comprar umas lembrançinhas de Kotor e ainda dar uma volta pelos muros da cidade antes de voltar ao navio e prosseguir minha viagem pela Europa.

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Uma resposta para “Kotor

  1. Bonito país. A tranquilidade do lugar talvez se explique pelo fato de, ao contrário dos croatas, bósnios, macedônios e eslovenos (estes últimos em menor escala), os montenegrinos efetivamente não entraram em conflito armado contra a Sérvia (força maior da ex-Iuguslávia). Sua independência ocorreu de modo pacífico após um referendo em maio de 2006.

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