Constanta: nas terras do Conde Drácula


Nesta semana tive o grande privilégio de conhecer algumas cidades litorâneas do Mar Negro a bordo de um navio de cruzeiros, entre elas a cidade de Constanta, uma das mais antigas cidades da Romênia.

Conhecida historicamente como Tomis, com cerca de 425 mil habitantes, é uma das maiores cidades do Mar Negro e possui um dos maiores portos da Europa. Por ironia do destino cheguei na cidade em um domingo de Ramos chuvoso e nublado e, apesar do frio que faz neste época do ano (Abril) não tive nenhum problema em conhecer os seus principais atrativos, além de entender um pouco a cultura deste povo que ao primeiro contato parece ser bastante sofrido e não muito hospitaleiro.

Talvez por ter chegado em um dia cinzento de inverno, a paisagem da cidade me fez lembrar muito do maior mito da Romênia: o Conde Drácula, pois em cada esquina da cidade havia um prédio ou casa em ruínas e muitas revoadas de pássaros negros que protagonizaram o pano de fundo desta primeira visita.

Vista orla

E por falar em Conde Drácula: segundo os registros históricos ele era o príncipe da Valásquia, comumente conhecido como Vlad, o Empalador, ou simplesmente Drácula; pela sua política de independência em relação ao Império Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência, e pelas punições excessivamente cruéis que impunha aos seus prisioneiros, sendo considerado até hoje um herói popular da Romênia e Moldávia. Não é a toa que a sua imagem é veiculada constantemente nos cartões postais da cidade e nos souvenirs vendidos aos turistas.

O que visitar em Constanta:

Museu Arqueológico e Mosaicos Romanos: a cidade de Constanta orgulha-se em ter um museu com diversos exemplares da época romana que vai do I ao III Século a.C: jóias feitas pelos Dácios, afrescos com Centauros e a Glycon (uma cobra com um antílope na cabeça – símbolo de proteção para a família).

O museu encontra-se na cidade antiga desde 1977, pois nesta parte da cidade há ruínas e relíquias em qualquer parte que se escave. Um grande mosaico do Século III foi descoberto ali em 1962, ele fazia parte de uma calçada para a área comercial da cidade, possuía 6 cores e estava em muito bom estada de conservação, tanto que hoje pode ser visitado através de uma plataforma que permite a sua visita bem próximo ao museu.

Horários de abertura: diariamente das 09:00 às 17:00 (até as 20:00 no meses de verão)

Visita aos mosaicos: Terça a Domingo das 10:00 às 18:00 (entrada: 5 Leu = R$ 4,50)

Museu

IMG_1800Cassino: o cassino e seu edifício em Art Nouveau foi construído nos anos 1900 como um atrativo para a nobreza e os oficiais militares. Ele foi desenhado por um arquiteto francês, levou sete anos para ficar pronto, foi usado como abrigo e hospital durante a guerra, fechado pelos comunistas, reaberto ao público em 1989 e hoje encontra-se fechado.

Cassino

Mesquita Tatar-Turkish: apesar de não ser um país muçulmano, cerca de 1% da população romena faz parte da comunidade islâmica e a grande maioria deles é de origem turca e Tatar e vivem em Constanta e seus arredores, por isso a mesquita é um dos atrativos da cidade. A mesquita possui traços da arquitetura turca com forte influência da arquitetura romena e moderna.

Mesquita

Catedral de São Pedro e São Paulo: uma típica igreja ortodoxa construída entre os anos de 1883-1885 com design do arquiteto Ion Mincu, o qual respeitou as características da arquitetura tradicional romena. A igreja possui uma torre com 35 metros de altura e os candelabros e castiçais em bronze foram desenhados pelo próprio arquiteto e moldados em Paris.

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O que comer em Constanta: os romenos produzem ótimos queijos e produtos coloniais que podem ser encontrados nos supermercados e nas feirinhas de rua. Não deixe de provar os pães e doces vendidos nas feirinhas e confeitarias espalhadas por todo canto da cidade.

Pães típicos

Kurtos Kalacs: este doce feito de uma massa doce assada em formato cônico é super saboroso e pode ser facilmente encontrado pelas feirinhas da cidade (10 Leus = R$ 9,00).

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Onde ficar em Constanta: A grande maioria dos hotéis concentra-se na parte antiga da cidade, próximos à orla marítima, e são todos de padrão simples à hotéis da rede Accor como o Ibis que possui vista para o mar. Destaque para o Hotel Carol, um estabelecimento 4 estrelas que fica em um edifício com design arquitetônico típico romeno.

Hotel Carol

Note que a Romênia, apesar de ser um dos países integrantes do bloco da União Europeia, não aderiu ainda ao Euro, por isso os visitantes precisam realizar o câmbio na moeda local LEU (lê-se lei) que pode ser trocada em uma das várias casas de câmbio existentes na cidade. (Valor referência 1 Euro = 4,5 Leu)

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