Buenos Aires me encanta!


Há muitos anos meu grande sonho era conhecer Buenos Aires e na primeira oportunidade que tive não hesitei em reservar um hotel e comprar uma passagem aérea para descobrir os segredos e encantos da capital do Tango.

Ao chegar na cidade fui surpreendida pelo ritmo frenético de um povo hospitaleiro e de uma metrópole cheia de contrastes que inspira uma caminhada por suas amplas avenidas e arranha-céus suntuosos.

E para começar minha visita resolvi fugir dos roteiros comuns e conhecer San Telmo, um dos bairros mais antigo e portenho, onde a história parece ser atemporal. Ali, na Calle Defensa, nas diversas casas de tango, nas construções coloniais e nos cafés de Lezama, encontrei testemunhos do que há de mais característico no país: o tango. E não é que foi neste bairro que encontrei também o famoso Almacén Don Manolo (Calle Balcarce 772), imortalizado nas “tirinhas” de Mafalda do escritor argentino Quino? Sem contar com a tradicional feira de San Telmo com suas barracas de antiguidades que atraem vários artistas e turistas todos os domingos.

A facilidade de deslocamento e os preços acessíveis dos táxis são primordiais para quem deseja conhecer a cidade de maneira independente. Desta forma, continuei minha visita ao bairro La Boca onde encontra-se o estádio La Bombonera do Boca Juniors e uma rua de apenas 100 metros de extensão que vale a pena pela sua particularidade: o Caminito, um refúgio de imigrantes com suas casas pintadas de várias cores e balcões repletos de flores onde a melodia do tango parece estar mais viva do que os próprios artistas que apresentam acordes cheios de sentimento e evoluções repletas de sensualidade e romantismo.

Mas é na Calle Florida, onde os turistas preferem passar horas e horas nas compras de artigos de couros e peles, que encontrei a maior variedade de restaurantes, lojas, bares e as famosas Galerias Pacifico com suas lojas luxuosas e a praça de alimentação que vale uma passadinha nem que seja para comer uma parilla de dar água na boca.

E o que dizer dos alfajores recheadinhos de doce de leite, das carnes suculentas e do tradicional choripán com chimichurri, um sanduíche de salsicha com molho de especiarias? Com certeza depois de várias horas de caminhada vale a pena sentar a mesa e degustar uma destas delícias. No caminho de volta ao hotel conheci o Resto-Bar Farfalla (Calle Esmeralda, 917), um local muito aconchegante e bem decorado com opções de sucos e canapés para repor as energias no final de uma tarde de grandes descobertas.

No dia seguinte aproveitei para conhecer o Obelisco na Plaza da República, passando em seguida em frente a Casa Rosada até chegar a Plaza San Martin que leva este nome em homenagem ao grande herói nacional argentino, o general San Martin. Após um lanche rápido no Restaurante Petit Paris, que fica ao lado do Museu de Armas e em frente à praça, segui meu tour independente até La Recoleta com seu estilo francês, seus parques e praças.

O bairro me pareceu o mais requintado da cidade, além de concentrar os restaurantes e bares mais badalados, como o clássico expoente da cozinha francesa Au Bec Fin (Calle Vicente López, 1827) e o Hard Rock Café Buenos Aires (Avenida Pueyrredón, 2501).

Entre os principais atrativos do bairro está o Cemitério da Recoleta onde estão enterradas várias personalidades importantes do país (entre elas Evita Perón), a Igreja Nossa Senhora do Pilar que abriga o museu do claustro utilizado no passado pelos monges, o shopping de decoração Buenos Aires Design e o Centro Cultural da Recoleta com suas diversas exposições.

Já no bairro de Palermo concentram-se a maioria dos parques e jardins da cidade e uma variedade de lojas e restaurantes caracterizados pela variedade de estilos originais, além das baladas noturnas.

E para quem gosta de uma leitura a boa pedida é a livraria El Ateneo (Santa Fé com Robamba) no bairro Norte que funciona em um antigo teatro e ainda conserva os seus palcos super luxuosos.

Outro local surpreendente desta cidade é certamente Puerto Madero, que após uma reestruturação passou de um decadente conjunto de antigos armazéns no Rio da Prata em um luxuoso atrativo repleto de restaurantes térreos, escritórios, lofts residenciais, além de abrigar a Universidade Católica de Buenos Aires. Nos seus arredores surgiu um emaranhado de construções suntuosas como o Hotel Hilton e outras empresas que escolheram o local para seus imponentes edifícios.

E como ninguém é de ferro nada mais justo do que aproveitar bons momentos em um dos restaurantes com vista para a Puente de la Mujer, um dos cartões postais de Puerto Madero, projetada por Santiago Calatrava.

E antes de ir embora não poderia ser diferente, assim como cheguei em busca da essência do tango, me despedi de Buenos Aires com um fantástico espetáculo no Señor Tango ao som de milongas, da voz estonteante do cantor Fernando Soler e dos ludibriantes passos do encantador tango portenho, com um gostinho de Hasta Luego!

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