Izmir, a pérola do Egeu


Conhecida como a pérola do Egeu, Izmir é o segundo maior porto da Turquia e principal porta de entrada para a visita aos grandes colossos arqueológicos do país como Pérgamo e Efeso.

Desde os primórdios, a Turquia foi a terra de grandes impérios e povos conquistadores que lavraram suas terras, repintaram suas paisagens, enchendo suas cidades de templos, palácios e igrejas. Hititas, cimérios, lídios, frigios, assírios, persas, gregos, romanos e otomanos deixaram suas marcas históricas, as quais levariam mais de uma vida para ser inventariadas.

Pois a Turquia é assim, cada tesouro encobre os seus contrários e cada monumento é um sinal revelador de outros. De Norte a Sul, desde a costa até as montanhas é possível contentar aos mais variados gostos. Tanto os apaixonados pelas mesquitas ou bazares, quanto os misantropos que se refugiam no coração dos seus vales ou nas estepes áridas, aos aficionados pela música e pelo paladar delicado, ou o explorador de caminhos tortuosos, todos encontram na Turquia uma terra de múltiplas faces.

E como não podia deixar de ser, Izmir é uma das cidades mais agradáveis na costa do Mar Egeu. Ali, segundo a lenda, Alexandre Magno, inspirado por uma deusa, propôs a fundação da cidade que começou a nascer nas ladeiras do Monte Pagos (Kadifekale). Desde então, a cidade se estende com suas casas de cor branca e tons pastéis ao longo da baia com vistas panorâmicas das ruínas do castelo de Monte Pagos.

Izmir, que é a terceira maior cidade turca, converteu-se em uma urbe moderna e cosmopolita que mescla de maneira harmoniosa o antigo e o moderno, mas lamentavelmente ali resta pouco da cidadela helenística (Kadifekale) com nada mais que um par de fileiras de colunas da ancestral ágora. Esta na atualidade é um mercado localizado em um dos bairros mais conhecidos da cidade: o Namazgah. Construída sob o domínio de Alexandre Magno, os restos atuais datam da reconstrução realizada por Marco Aurélio, depois do devastador terremoto ocorrido em 178 d. C.

Para os amantes dos monumentos antigos, a cidade oferece duas jóias: a igreja de São Policarpo, uma das sete igrejas do Apocalipse mencionadas por São João no livro da revelação, e a mesquita de Hisar, a mais linda da cidade, construída no Sec. XVI.

Mais ao Norte de Izmir, os visitantes encontram Bérgama, construída sob a antiga cidade de Pérgamo, cuja fortaleza genovesa domina as ruínas da cidade antiga e um pouco adiante, a famosa cidade de Tróia com seu cavalo gigante de madeira e as suas escavações.

Já a Oeste da cidade, encontram-se as inúmeras baias da península de Karaburun com suas belíssimas paisagens e a cidade de Sardes, a capital do reino de Creso, o homem mais rico de seu tempo.

No entanto, ao Sul de Izmir, o litoral Egeu oferece um ponto de peregrinação ao passado: a cidade de Efeso, cujo templo de Artemis era considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo e onde teria Maria, a mãe de Jesus, passado seus últimos anos de vida.

Em meio a uma paisagem bucólica, repleta de montanhas, plantações e lindos carneirinhos a pastar tranquilamente, desvela-se a cidade de Efeso onde encontram-se as ruínas da Igreja de São João com o batistério e a tumba onde o apóstolo foi sepultado.

Do alto das ruínas da igreja é possível avistar a única coluna que sobrou do templo de Artemis, a deusa grega da caça e da lua. Mas não pense você que o templo foi simplesmente destruído, pelo contrário, as colunas foram transportadas dali e utilizadas na construção da igreja de Santa Sofia em Istambul, uma mera ilustração dos contrastes destes monumentos repletos de histórias e reinvenções.

Seguindo alguns quilômetros a frente, no alto da montanha encontra-se a pequena casa onde Maria viveu seus últimos anos de vida. A descoberta deste lugar belíssimo ocorreu depois que uma freira alemã chamada Catherina Emmerich, a qual nunca havia saído da Alemanha e padecia inválida em uma cama, teve visões claras do local e descreveu com detalhes exatos a casa onde a mãe de Jesus passou seus últimos anos.

Desta forma, em 1891, duas expedições foram organizadas e encontraram este local idêntico as indicações de Catherina. A pequena capela, que atrai na atualidade milhares de peregrinos, foi reconstruída sob a fundação original e teve sua última restauração em 1951.

E ai ficou com vontade de conhecer a Turquia? Então não fique só na vontade e embarque já nesta grande aventura de volta ao passado.

Quer receber mais dicas de viagem?

Então curta nossa página no Facebook.

Siga o @turisnews no Twitter.

Não seja egoísta, compartilhe com seus amigos!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s